“O importante não é como começa, mas como termina?”

Publicado em: 25/06/2026

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Bem amigos da Rede Glô…

Ops, do Essi-Bê-Tê agora, né?

Em tom galvanístico informo que a Copa do Mundo começou.

Sim, Copa só existe quando o Brasil joga.

Me perdoem a emoção, eco de ufanismo (deuzulivre)…

Mas, ontem o Brasil, finalmente, estreou no mundial 2026.

-O importante não é como começa, mas como termina.

Lá vem o empolgado com estes jargões da bola.

Eu nem gosto de axiomas (recebam um axioma boleiro nas ventas).

Mas, no caso, procede o aviso.

Ontem fizemos um jogo decente, competitivo, que acalmou corações inquietos.

Suficiente para nos alçar a favoritos?

Calma, muita calma.

Ainda não. Mas, nos coloca no páreo da briga, sugere disputa.

Time organizado, bem postado e distribuído, mais velocidade e repertório no ataque.

            O DONO DO JOGO

Um protagonista para chamarmos de nosso (todo time bom precisa do ‘cara’ para assumir a responsabilidade e resolver).

Vini Jr. pegou gosto por fazer gol e está realmente a bailar.

Em uma Copa de protagonistas precisamos ter representação à altura.

           MADE IN PB

Mateus Cunha assumiu de vez a nove, não apenas por fazer os gols, dar combate, ser o homem-referência e ser melhor até nisso que o Igor Thiago, mas pela versatilidade, capacidade de cumprir várias funções, abrir espaços etc.

Longe de ser qualquer primor técnico, emular os centroavantes extra-série como Romário e Ronaldo (esqueçam as comparações), Cunha compensa sendo o mais dinâmico e tático jogador do plantel.

Além de uma gana sobreumana (o carrinho para desviar a bola e quase passá-la a Bruno Guimarães no lance do segundo gol é coisa de pura entrega e sagacidade).

A linha de frente ainda contou com uma providência por vias tortas.

 

 

 

pra tu uma

de pensador

A lesão de Raphinha abriu espaço para mais um “causo” típico de mundiais: o imponderável.

E o Rayan parece seguir aquela sina histórica que todo time precisa passar em copas.

O improvável reserva que vira titular e resolve a função além.

Ataca com volúpia, tem qualidade técnica, velocidade e explosão e defende, recompõe com a mesma intensidade.

Olho neste nome. Um achado imprevisto.

 

Para completar o crescimento e evolução ofensiva da equipe, Bruno Guimarães, que também esteve bem abaixo na estreia, mesmo com passe a gol a Vini, se estabeleceu como garçom principal da seleção.

Até agora três assistências em três jogos.

Ontem duas magistrais, fora da curva.

Pena estar no meio, ladeado por Casemiro, ainda em outra rotação, a menor dentre os titulares.

Evoluiu, mas ainda é pouco, bem pouco.

Aliás, se a intensidade na frente está sendo oxigenada, defensivamente ainda reside a maior zona de preocupação.

Fora Casemiro e sua incapacidade de manter qualquer intensidade, a dupla de zaga ainda não sincronizou movimentos e posicionamento.

O experiente Marquinhos e o ainda inseguro Gabriel Magalhães precisam sintonizar ações.

Toda bola aérea é um “Deus nos acuda”. Perdemos quase todas as disputas por cima.

Ao menos Alisson demonstrou segurança contra a Escócia.

Com Casemiro “sem pegada” e a zaga em desarrumação toda triangulação um pouco mais veloz gera perigo e avança contra nós.

Isto contra a frágil, limitada Escócia, imagina contra, por exemplo, uma França de Olise, Dembelé e Mbappé?

De positivo defensivamente o feijão com arroz nas duas laterais (sem qualquer brilho, mas seguros no básico) e a dinâmica, de Paquetá.

Se Casemiro, praticamente se arrasta atrás dos avançados, o menino da Bet, digo da Ilha, dá dinâmica defensiva, se desdobra, perorre todos os espaços e compensa a pouca capacidade ofensiva.

Ainda erra muitos passes (mais de dez por jogo), quando tenta lançar, então

Você não é o Gerson, Paquetá. Faz o simples.

Em tempo, evoluímos da primeira para a segunda partida.

E vertiginosamente da segunda para a terceira.

Que a curva ascendente prossiga.

Só o tempo e andamento da Copa para nos apontar qual nossa real capacidade no mundial!