Haverá um tempo em que não existirá mais público nos estádios brasileiros!
PÚBLICO ZEROOOO!
É questão de tempo. No ritmo atual, talvez esta aberração se concretize ainda nesta década.
A mudança já está em ciclo.
Torcedores do mesmo time se digladiam.
Apenas, recentemente:
1- Jogos do Fortaleza já contam com cordão de isolamento há mais de ano. Uma constrangedora separação policial entre torcedores do próprio time.
2- No último jogo do Sport, em Santa Catarina, distante mais de 3 mil quilômetros de Recife, rubro-negros de duas organizadas diferentes (Jovem e Gang da Ilha) saíram na porrada entre si, nas arquibancadas da Ressacada. Imagina você atravessar o país para brigar com seu vizinho?
3- Neste final de semana, as duas maiores organizadas flamenguistas, também em posição de visitantes, trocaram sopapos na porta do Mineirão porque cada uma é aliada de torcidas diferentes do rival da ocasião, Cruzeiro.
Com esta onda crescente de dissidências, inimizade real dentro do próprio nicho o que vai fazer o MP, a Justiça?
“Matar o boi por conta do carrapato”? Mais uma vez?
Como sempre a velha “cortina de fumaça”.
Sob pressão de resultado, ação, “joga pra galera”, finge estar a fazer algo, punindo a todos.
Punição esta é a origem de todos os males nacionais.
Aliás, o problema real é a não punição, a tal impunidade.
Na bola também.
Não se punem os envolvidos e se priva a todos.
Não se culpabilizam, quiçá aplicam pena nos baderneiros, vândalos, espancadores, assassinos e se mutila uma manifestação cultural brasileira.
PALIATIVO INÚTIL
Quer mais prova de quê esta prática medíocre de torcida única é inócua, insuficiente, apenas uma admissão da incompetência do Estado?
Ontem, em pleno vigor da restrição de torcida mista, portanto em dia de BAVI, com apenas com torcida do Vitória presente, um membro da Bamor foi assassinado a facadas, pauladas, socos e pontapés por um grupo de torcedores.
Tudo isso a cerca de 10 quilômetros do Barradão, palco do clássico.
Mas, a culpa não era da torcida mista???