A era em que se declarar “doidinho” é passaporte para cometer qualquer crime

Publicado em: 22/09/2026

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Uma mulher, aparentemente, “em surto” cata uma pedra no chão e a desfere com toda a força de um “possuído” contra uma imagem religiosa.

Difícil imaginar qual a denominação da estátua depredada neste país que finge diversidade religiosa?

Jamais…

IEMANJÁ, uma das divindades mais importantes e populares das religiões de Matriz Africana.

Coincidência?

Nunca.

A mesma estátua vandalizada por mais de uma vez e que se manteve por quase uma década decepada, exposta aos transeuntes no símbolo máximo de humilhação e desonra.

Imagina o impacto de ter uma imagem sacra, violada, sem cabeça, em praça pública, ao léo, relento, por dez anos!

Intimidação e terror, apagamento histórico e sobre isto havia escrito aqui:

O silêncio diante do vandalismo à Iemanjá em João Pessoa

 

pra tu dá uma

de pensador

Pois, bem não durou sequer dois anos após restauro para o monumento ser alvo de novo atentado.

Por enquanto foi a vidraça estilhaçada.

Depois??

                LOUCURA SELETIVA

Não estou aqui para desprezar questões de saúde mental,  vulnerabilidades de quem quer que seja…

A questão é que este recurso virou refúgio de oportunistas.

Virou praxe alegar um destempero, psicose, devaneio quando tem que responder pelos seus atos.

Um álibi perfeito em busca de inimputabilidade.

Tem ainda o agravante suspeito da origem desta patologia…

Seria fruto de mais uma vítima do fanatismo religioso??

Uma mulher em catarse , verdadeira hipnose que estas seitas raivosas e odiosas imputam mente abaixo, goela adentro de seus rebanhos fragilizados!?!

Ainda não se sabe a motivação ideológica, mas o alvo, este sim é conhecido e antigo.

Seja a causa a “fé cega, faca amolada” deste evangequistão nacional, ou não, a violência sempre explode em direção a Mãe África.

E , repito não estou afirmando ter partido de algum membro de crença pentecostal, neopentecostal e afins, mas espantaria ser esta a motivação?

Emblemático o monumento  estar localizado ali, a poucos metros do ponto mais oriental das Américas.

Extremo mais chegado ao continente africano.

Mais sintomático ainda ser um transe, estado de alteração a dirigir agressão a um dos símbolos da nossa herança da diáspora africana.

Como quase toda a violência brasileira, não é apenas ataque a religião qualquer, AFRO, no caso, bem mais que intolerância religiosa, está embutido racismo neste e em tantos símbolos negros, quando não apropriados pela indústria cultural e embranquecidos.