Parece piada, mas só parece.
A não ser o povo que bebe detergente, comunga dos hábitos e teorias desta seita que se alastra, arregimenta “corpos vagando” e transforma em zumbis, ninguém escapará à indiferença.
Não adianta relativizar, o cenário é claro: não haverá quem se esquive ao caos, destruição e dominação que se avizinha…
Lá no futuro próximo não me venha reproduzir a clássica fala de escape: “mas, eu também fui contra…”
Ora, ora, “todos um dia dirão terem sido contra”.
Há tempos não se trava, na tal “polarização nacional” (detesto este termo, mas na ausência de um melhor…), uma delimitações entre linhas tão claras: de um lado o respeito ao rito e instâncias democráticas, do outro a sanha por controlar tudo.
Esqueçam esvaziamento de sentido dos termos e conceitos.
Até isso o Bolsonarismo solapou.
Quem sempre falou sobre controle do STF, mas alardeia lutar pela LIBERDADE.
Liberdade para ele e os seus…
Até admito os teleguiados, lobotomizados engolirem esta narrativa mítica, mas você, esclarecido, vai continuar a “dar de ombros”?
Ou repetir a cantilena: “detesto política. Pra mim tanto faz e piriri pororó…
Você pode detestar o Lula, odiar o PT! Tudo legítimo e razões não faltarão…
Mas, há diferenças abissais entre o que ambos representam!
Quer que desenhe? Vamos as ilustrações…
Lula foi investigado, devassado, pré-julgado com Dilma Roussef, sua sucessor, do mesmo partido na presidência.
Foi sob o governo Bolsonaro pai que, o ministro da Justiça foi convidado a se retirar para proteger o então filho, atual candidato a presidente, Flávio Bolsonaro.
Reunião emergencial com cúpula ministerial onde o então presidente Jair bradava:
-Não vou deixar f… um filho meu, f…minha família. Se precisar trocar ministro eu trocarei.
Dito e feito
O ministro da Justiça era Moro, não por acaso o mesmo juiz do processo e julgamento viciado de Lula.
Logo, Moro saiu do maior caso da sua vida, que retirou Lula das eleições de 2018 (pavimentando caminho de Jair Bolsonaro), para o governo do próprio Jair…
Casualidade, claro.
Nem este Moro (agora, de fato alçado a líder da República de Curitiba), tão habituado a conchavos, acordos escusos aguentou a blindagem paterna, interferência explícita do patriarca da gangue, digo do clã.
Polícia Rodoviária Federal realizando blitze programada em localidades onde Lula teve grande votação no primeiro turno de 2022.
Aparelhamento explícito de órgão de segurança para fraudar resultado eleitoral!
ABIN usada para perseguir e monitorar adversários!
Desmonte de Institutos ambientais e sócio econômicos (INPE,IBGE) para camuflar dados reais.
O outro lado da moeda
Lula aceitou a prisão (mais de 500 dias privado de liberdade), seguiu o rito jurídico, como qualquer cidadão que acata as leis, mesmo se sentindo injustiçado!
Bolsonaro tentou retirar com uma máquina de solda a tornozeleira eletrônica, brigou por prisão domiciliar, coisa que Lula sempre se negou:
“Só saio da prisão para minha casa com minha inocência provada”
Quer melhor retrato das diferenças que a postura dos próprios ministros indicados por ambos ao STF?
Primeiro, Bolsonaro sempre tratou e verbalizou que teria ministros “seus” na Suprema Corte ao se referir a André Mendonça e Kássio Nunes Marques, que nunca contrariaram interesses da família, vale frisar, ou alguém recorda causa em que tenham divergido no voto?
Já Lula, dentre tantos indicados, por exemplo, um foi Tóffoli que, cansou de votar contra “causas petistas” e vetou o presidente de comparecer até mesmo ao enterro do próprio neto…
Dilma indicou Fux, aquele único cavaleiro solitário a tentar desconstruir unianimidade de condenação bolsonarista e afins pela tentativa de golpe.
Isto transforma o STF atual em algo confiável, alheio a polarização nacional?
Sem purismo, mas, isto é papo para outra conversa.
Só não se permita ser sugado por este universo em que tudo, absolutamente tudo, nas mãos do(s) Bolsonaro(s) e sobre interesses dele (s) é melhor, ou a covarde “pior do que tá não fica”!
Melhor para eles, ou os que se sentam com os reis na mesa farta.
Você não!