-Ain, já estão misturando futebol e política de novo…
Desde quando estiveram separados, ô cara pálida?
O Barcelona usava seu estádio para manifestações contra a ditadura franquista na Espanha; CelticxRangers é uma rivalidade puramente política-cultural-religiosa; A Democracia Corintiana encampou o Diretas Já…
-Ah, mas outra coisa que não gosto é de discutir política, religião e futebol. Estas coisas não se discutem!
Aonde? Esta máxima medíocre, que tentam imputar desde sempre na sociedade brasileira, aliena e tolhe letramento, além de criar uma sociedade intolerante, sem aprofundamento em nada…
Boto tudo na mesa, sem tabus, ou restrições!
Mas, de repentemente, um monte de gente surpresa, decepcionada, indignada com manifestações coletivas de torcidas!?
Como se não tivesse sido sempre assim!?!
A própria criação de grupos de torcedores organizados, em muitos casos foi uma ação P-O-L-Í-T-I-C-A!
Aprendam, vocês que acham que tudo é apenas bola no mundo futebolístico!
Também nem entro na seara de exigir posicionamento de clube etc e coisa e talz.
Que eu tenha visto, em movimento oficial, apenas o Bahia o fez e, rendo meus parabéns aos rivais.
Mas, acho compreensível, na cultura organizacional de uma associação esportiva não manifestar um posicionamento oficial eleitoral.
Há complexidades, inclusive estatutárias no ato.
O que não dá é para assistir um clube de futebol diuturnamente agir de forma hegemônica, em defesa de interesses próprios, apenas.
O DONO DA BOLA
Que o Flamengo se acha o dono do futebol brasileiro todo mundo sabe!
E nem estou falando da primazia junto a grande mídia…
Já é fato mais que consumado!
Os cariocas não se contentaram em ditar regras, amarrar acordos, vetar propostas mais equânimes, concentrar poder, todo poder no mundo da bola.
Agora querem legitimar onipotência além-campos.
Há uma semana estamparam no espaço master da camisa, em letras garrafais, a frase: “PROIBIR NÃO É PROTEGER”.
O mesmo Flamengo, que capitaneia, quem mais esperneia, o que judicializou o caso das BETs.
E recorrer a direitos na justiça é facultado a qualquer um, mas contestar a proibição de um evidente, claro , como mostram dados públicos, mal social nacional, por conta de prejuízo próprio?!?!?
Em linhas claras, o Flamengo quer manter sua centena de milhões de reais de patrocínio independente do malefício, destruição à vida humana que cause as BETs…
O clube, único clube que beira os dois bilhões anuais em receita, que menos será afetado, de fato, sendo o mais reclamão.
Típico do menino riquinho, playboy, herdeiro…
E mais, não bastassem as bravatas e ataques oficiais do CRF, a representação popular, povão, resolveu aderir…
Se foi uma mobilização financiada, encomendada pela direção não se sabe, mas além das faixas espalhadas pelo Maracanã ecoava nas arquibancadas: