Futebol é jogo, arte e POLÍTICA!

Publicado em: 15/10/2026

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-Ain, já estão misturando futebol e política de novo…

Desde quando estiveram separados, ô cara pálida?

O Barcelona usava seu estádio para manifestações contra a ditadura franquista na Espanha; CelticxRangers é uma rivalidade puramente política-cultural-religiosa; A Democracia Corintiana encampou o Diretas Já…

-Ah, mas outra coisa que não gosto é de discutir política, religião e futebol. Estas coisas não se discutem!

Aonde? Esta máxima medíocre, que tentam imputar desde sempre na sociedade brasileira, aliena e tolhe letramento, além de criar uma sociedade intolerante, sem aprofundamento em nada…

Boto tudo na mesa, sem tabus, ou restrições!

Mas, de repentemente, um monte de gente surpresa, decepcionada, indignada com manifestações coletivas de torcidas!?

Como se não tivesse sido sempre assim!?!

A própria criação de grupos de torcedores organizados, em muitos casos foi uma ação P-O-L-Í-T-I-C-A!

Aprendam, vocês que acham que tudo é apenas bola no mundo futebolístico!

Também nem entro na seara de exigir posicionamento de clube etc e coisa e talz.

Que eu tenha visto, em movimento oficial, apenas o Bahia o fez e, rendo meus parabéns aos rivais.

Mas, acho compreensível, na cultura organizacional de uma associação esportiva não manifestar um posicionamento oficial eleitoral.

Há complexidades, inclusive estatutárias no ato.

O que não dá é para assistir um clube de futebol diuturnamente agir de forma hegemônica, em defesa de interesses próprios, apenas.

        O DONO DA BOLA

Que o Flamengo se acha o dono do futebol brasileiro todo mundo sabe!

E nem estou falando da primazia junto a grande mídia…

Já é fato mais que consumado!

Os cariocas não se contentaram em ditar regras, amarrar acordos, vetar propostas mais equânimes, concentrar poder, todo poder no mundo da bola.

Agora querem legitimar onipotência além-campos.

Há uma semana estamparam no espaço master da camisa, em letras garrafais, a frase: “PROIBIR NÃO É PROTEGER”.

O mesmo Flamengo, que capitaneia, quem mais esperneia, o que judicializou o caso das BETs.

E recorrer a direitos na justiça é facultado a qualquer um, mas contestar a proibição de um evidente, claro , como mostram dados públicos, mal social nacional, por conta de prejuízo próprio?!?!?

Em linhas claras, o Flamengo quer manter sua centena de milhões de reais de patrocínio independente do malefício, destruição à vida humana que cause as BETs…

O clube, único clube que beira os dois bilhões anuais em receita, que menos será afetado, de fato, sendo o mais reclamão.

Típico do menino riquinho, playboy, herdeiro…

E mais, não bastassem as bravatas e ataques oficiais do CRF, a representação popular, povão, resolveu aderir…

Se foi uma mobilização financiada, encomendada pela direção não se sabe, mas além das faixas espalhadas pelo Maracanã ecoava nas arquibancadas:

 

 

pra tu dá uma

de pensador

“O futebol brasileiro não pode ser vítima desse gol contra: Lula, Congresso e STF”.

Uma nação a serviço da jogatina e contra o básico, óbvio uLULAnte (sem trocadilhos)…

Em uníssono, a massa bradando a favor da riqueza do time de futebol, pela miséria de tantos…

De tão absurdo faltam adjetivos para esculhambar isso.

E nem me venham também, torcedores de outras agremiações fazer disso um todo da história de um clube!

Fato, o Flamengo é, historicamente, e a despeito de ser taxado como clube do povo, um alinhado a pautas elitistas, conservadoras.

-O Flamengo é um time reaça- se aproveita o vascaíno para chamuscar a imagem do rival.

O exemplo de matizes, flutuações ao longo de uma trajetória de clube de futebol, qualquer organização humana, composta por serhumaninhos, serve, por exemplo, ao próprio Vasco da Gama.

Sem dúvidas, o time da Cruz de Malta é, por essência, um clube mais progressista, alinhado a causas plurais, diversas (Os Camisas Negras) etc.

É o único dos 4 grandes do futebol carioca a estar situado, de fato, na periferia, São Januário, a Barreira…

Mas, é o Vasco de hoje, comandado por Pedrinho, bolsonarista convicto, amigo pessoal do clã.

Não há lá muito progresso nas ideias bolsonaristas, para sermos modestos…

Isto sem lembrar do finado Eurico Miranda.

-Mas, ali era tática de guerra contra os privilégios flamenguistas… – insiste o fanático.

Nem me venham com essa de “Meu Malvado Favorito”.

O cartola estilo bicheirão até peitou e suplantou o rubro-negro carioca, em várias ocasiões, mas também solapou tantos, injustamente, como o coitado São Caetano no ano 2000…

Não há anjos e demônios no mundo da bola, mas tampouco, são “todos iguais”.

Há características inerentes a clubes.

O italiano Lazio, por exemplo, é um clube fascista por essência e a torcida encampa, no mínimo permite, convive impassivelmente com estas manifestações.

Já a Roma, arquirival, tem valores pautados na luta proletária, do povo da capital italiana!

O torcedor flamenguista se orgulha de títulos e glórias como nenhum outro clube brasileiro, mas vale isto a todo e qualquer custo?