Os revoltados brasileiros que trocaram um chimpanzé pelo bolsonarismo

Publicado em: 20/10/2026

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A política virou um circo!

Até isto a aridez do bolsonarismo nos legou.

O sepultamento absoluto da politização nacional.

Não que houvesse, no brasileiro médio, alguma abrangência em letramento político antes, mas nada se compara a nulidade, extermínio de qualquer conscientização, aliás discernimento atual.

O debate, ou aquele picadeiro do último domingo na Band é apenas a exposição nua e crua, a ponta do iceberg, deste desastre.

A exaltação ao oco, um frenesi pelo vazio conceitual, o alvoroço com o vácuo de ideias…

Sempre foi uma “mania nacional” a tal da rebeldia sem foco.

O cidadão, indignado com mazelas que não faltam no Brasil, resolve radicalizar.

Até aí, tudo bem, normal, afinal, aqui entre os trópicos, nunca está fácil pra quase ninguém…

A desigualdade, violência, corrupção e todo tipo de desgraça exasperam.

Mas, “vamos avacalhar dentro dos limites”…

Custa fazer um exercício básico de senso crítico e ver as causas históricas, ampliar a visão, medir, pesar, contrabalancear…

Mais que isso, COMPARAR.

Política é arte da comparação e ela deve ser a régua de qualquer escolha.

Sem filtros apelam ao absurdo e escolhem qualquer causa, político, partido, apenas por estar do outro lado.

Pior, elencam como outsider aquele (s) que sempre foi o próprio sistema.

Elevaram a Mito, um cidadão que tinha 30 anos de vida pública sem nada de relevante.

pra tu dá uma

de pensador

Era o pai, agora o filho, o “pior dos Bolsonaros”.

Além de toda a vida pública tão improdutiva quanto o genitor, uma ficha corrida de serviços prestados ao crime (honrarias e empregos a milicianos, advocação a favor de policial acusado de matar criança) e por aí vai…

Sem falar no aprimoramento, profissionalização do modus operandi criminoso!

Transformou as falcatruas paternas em mega esquemas de lavagem de dinheiro.

O que estava ruim podia piorar…

É este modelo de POLÍTICA, referência moral atual que virou a tábua de salvação nacional?!?!

E nada adianta, não se dão, ou darão conta do quão ilógico, irracional é este movimento rumo ao abismo…

              PLANETA DOS MACACOS

Bom era quando protesto era votar no Macaco Tião, aquele animal símbolo que recebeu quase meio milhão de votos, na época da cédula de papel, em eleição para a Prefeitura do Rio de Janeiro.

O chimpanzé mais votado do mundo!

Antes o Tião do que esta nova modalidade de políticos brasileiros…

Agora, resolveram preferir o fenômeno que nos desinforma, polui as mentes nacionais como representantes do povo.

Não bastassem ser inundados com informações falsas nas redes, escolheram estes agentes para “defender” os próprios interesses.

Olha o que está sendo entendido como REVOLUÇÃO!?!?

Uma dupla de agitadores de causas patéticas como Pavanato e Campopiano, campeões de votos em São Paulo.

O Nikolas Ferreira, aquele da peruca, encenando ser uma trans em pleno plenário, reeleito como deputado federal mais votado da história…

E tantos, tantos mais.

A política brasileira que já era ruim, com centrão, fisiologismos, lobbys, conchavos, manterá tudo isso com o agravante de agora, sob esta bancada “influencer” majoritária, não ter qualquer ideologia proveitosa a população,

São atores midiáticos, espetaculosos, sedentos por recortes de apelo, segundos explosivos, impacto visual em frases de efeito sem qualquer valor conceitual.

No próprio debate da Band, além da postura insultuosa, afrontosa do zero um Bolsonaro, munido apenas do espírito de provocação, armado, simplesmente para desestabilizar o adversário, impedir o andamento normal do “confronto”, os bastidores revelaram estes novos tempos tenebrosos.

Os citados Pavanato e Nikolas gravando vídeos com único propósito de gerar os tais recortes para as redes.

Provocações, por exemplo a Fernando Haddad e Simone Tebet, com frases como: “sabe quem  está desempregado?”.

Era referente a derrota de ambos nas eleições paulistas.

Um reflexo exato de como eles (Nikolas e Pavanato), o bolsonarismo veem a política: uma disputa, um jogo de futebol, uma rixa entre torcidas rivais, uma renda, um local de poder pleno, um amontoado de benefícios em causa própria.

POLÍTICA tem sentido cada vez mais esvaziado no Brasil!