►Se já não havia dúvidas, agora não resta “pedra sobre pedra”: Lula é o maior líder da história deste país. Único presidente eleito para quatro mandatos. Único a derrotar um presidente no exercício do mandato. Único a reverter derrota no primeiro turno. Um fenômeno, uma força da natureza…
►A vitória de Lula é a derrota da ameaça real e imediata de solapamento das instâncias democráticas brasileiras. Em papo reto, manutenção do Estado Democrático de Direito, independência entre Poderes etc e coisa e tal. Com amplo controle no Congresso, ter o Executivo e ainda o direito de indicar 4/5 ministros do STF (estilo “terrivelmente” evangélico como André Mendonça, ou “terrivelmente” imoral como Kássio Nunes) seria “ter ministros para chamar de meus”- Bolsonaro, Jair 2022.
►Mais do que a imposição de nova derrota ao bolsonarismo, a vitória eleitoral resgatou a força popular. Mais, a união de vetores diversos sociais contra um mal comum. O segundo turno foi uma erupção deste sentimento nacional de resistência, proteção coletiva em torno da ameaça interna e externa.
►Falando em ameaça externa, Lula que há tempos já é uma das maiores lideranças mundiais, símbolo de estadismo, agora emerge junto as forças que o consagraram pela quarta vez, como exemplo de resistência. Para desesperao dos extremistas, Às vezes até nazistas tupiniquins, o Brasil é a referência contra o avanço da extrema-direita mundial. Acha exagerado? Pesquise o que disse Pedro Sanchez (primeiro-ministro da Espanha) dentre tantos, sobre o feito brasileiro…
►Apesar de todo o histórico, potência natural, a vitória nestas eleições de 2026 passa bem além de Lula. O Lulismo cru já não conseguia dar conta das dinâmicas dos novos tempos, ou artimanhas ardilosas do bolsonarismo e afins. As redes sociais apresentaram-se pela primeira vez no circuito da esquerda e atuaram como um furacão (Viva Janones e seu exército). As ruas brasileiras voltaram a ser ocupadas pela juventude estudantil, como há décadas não acontecia. O protagonismo voltou aos estudantes brasileiros.
►Virada em 211 cidades, incluindo o hostil Rio de Janeiro, todo o estado mineiro, knockout no Nordeste, 10 milhões de votos a mais que no primeiro turno. Um fenômeno que só Lula e a potência popular seriam capazes e proporcionar, nesta era de trevas, quadra miserável da história.