Ainda menino (quando era criança pequena lá em Buerarema) me atormentava a clássica frase materna: “Eu ‘num’ disse?!?”
Senha para revelar um vacilo mirim, ou mesmo escorregão da juventude, aquela fase já barbado e cheio de certezas vazias da vida!
Pois bem, nem é do meu feitio o espírito revanchista mas, devo anunciar aos incautos, que este espaço aqui, inaugurado agora, será sim palco de minha redenção ao melhor estilo: “EU AVISEI”.
Não que me agrade fazer às vezes de portador da desgraça…
Mas nesta quadra miserável da história, em que o óbvio ululante é desprezado pela “geral”, mesmo, escandalosamente salta aos nossos olhos, em que o evidente é camuflado por teorias estapafúrdias que se espalham do seu zap até postos de poder, é imperativo remontar:
-Eu num disse? – balbucia lá distante a voz de mainha…
É tempo de TREVAS, juventude!
Mas, poucas coisas prosseguem século adentro e afora tão tenebrosas que a situação da minha querida Cabedelo.
Sim, querida, com propriedade, afinal voltei a ser morador desta península paradisíacanaturalmente, e amaldiçoada administrativamente!
Há menos de um ano eu escrevia sobre a cassação do prefeito empossado à época, há seis meses (texto na íntegra ao lado, ou aqui —————————————- para os preguiçosos).
Isso resultou na eleição suplementar municipal de Cabedelo!
Uma micareta eleitoral realizada mês passado na cidade da Grande João Pessoa.
O povo foi lá, escolheu o novo prefeito e…
Opa, pausa no tempo…
Escolheu entre aspas afinal MAIS DE 50% DOS CABEDELENSES se recusaram a escolher um ou outro candidato.
“Nem lé, nem crê”, diria vozinha.
Isso mesmo, mais da metade da população da “Cidade Portuária” não queria nenhum das duas opções no poder.
Foi a sabedoria popular (isso ainda existe?) se recusando a participar desta patifaria.
“Sinais, fortes sinais…”
Nada mais justificável em uma cidade que, desde a primeira década deste milênio convive com todo tipo de escândalo, desmantelo e avacalhação.
Afinal estamos falando de Cabedelo, a cidade que, em um tempo não muito distante, foi vendida de porteira fechada à iniciativa privada!
“Pense num absurdo, aqui tem precedente…”