Me diga você que sabe datilografia…

Publicado em: 29/05/2026

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O idoso sertanejo me conta, despretensiosamente e com ar de lamento, que, na distante década de setenta do século passado, perdeu um cobiçado emprego de bancário na capital federal porque não sabia a técnica de apertar, coordenadamente, as teclas.

Já o caririzeiro lá pelos anos 80 “tinha tudo pra ser feliz, curso de datilografia”, mas se deparou com uma nova tecnologia… Viu que não tem essa de “vida mais bela depois do computador”…

Outros dois cidadãos noventistas sempre desprezaram as promessas de sucesso no domínio das máquinas de escrever.

Já era a seminal geração digital.

E o que une todas estas histórias? Tudo, inclusive nada, diria o poeta.

Fato é que, se você tem menos de 40 anos, provavelmente não faz ideia do que significava ter o tal curso de datilografia…

Era status saber meter o dedo… na máquina, cidadão, na máquina…

Imagina você, o mestre Totonho por um desvio do destino, ou dedada errada não virou CeO da maior empresa alimentícia da boa Parahyba.

Seria um burocrata do café…

Que Mané Veveta?! Garoto-propaganda da São Braz seria Totonho, o rei do milho, digo do Pippos.

magina um jingle da São Braz em batidão estilo “Amassar a Lataria”??

Ah não. Deus escreve certo, digo, digita certo por linhas tortas…

Café amargo é com Val Donato!

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Enquanto a gente, analogicamente, queria falar de datilografia, máquina de escrever e dedadas aleatórias, malandro mesmo é o Vinicíus, o responsável por dar vida e forma a esta página encantada aqui…

Visionário, desprezou a datilografia convencional de teclas ruidosas e fonte única courier, para se lambuzar em dedadas digitais de mais e múltiplas possibilidades.

Sem deixar a peteca cair, o sábio desenvolvedor ainda desconstruiu o renitente saudosismo deste interlocutor, que insiste em não entender que “o novo sempre vem”.

Entre romantismos, choques geracionais e lamúrias mil sobre tecnologia e afins largou o doce:

Fico eu e meu curso de datilografia, que nem concluí, imersos em nosso passadismo nostálgico.

O mestre Totonho, como soi peculiar, finalizou com a precisão cirúrgica  de quem corta carne com versos e com que a mãe, Luzia Gorda, cortava frangos:

Eu sou o CHATOgpt!

pra tu da uma

de pensador

Escrito por: viniciuscoelho@vf2.com.br