Nada se salva na estreia do Brasil na Copa

Publicado em: 15/06/2026

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Você pode até fazer o tipo “sou brasileiro e não desisto nunca”…

Fato é que, sem prolegômenos, temos, disparado, pelo menos desde que a bola é redonda, o pior Brasil de todas as Copas, tecnicamente falando.

Apenas para começar, nosso centroavante é, ou foi, já foi, que não volte mais: Igor Thiago.

I-G-O-R T-H-I-A-G-O !

Um ultraje aos nossos linhas de frente histórico!

Mas, esta grave questão é apenas a pontinha do iceberg (e não estou falando de Mick Jagger, visto que com este selecionado brasileiro, ele nem precisa aparecer para gelar tudo e mais).

Todo mundo, ou a maior parte da imprensa, minimizou a questionável convocação do senhor Ancelotti, blindado por sua grife internacional e histórico vencedor.

O bonde do mengão com sua linha defensiva pesada, que não convence nem no futebol brasileiro, e afins.

        MISTER M

E começa, exatamente pelo Mister, todos os erros da tenebrosa estreia canarinho.

Da escalação equivocada com apenas dois jogadores no meio campo, os lentos Casemiro e Bruno Guimarães.

O primeiro em outra rotação, quase rotação contrária, perdidos, correndo atrás do próprio rabo.

O Brasil foi engolido no primeiro tempo. Não apenas pela limitação técnica, mas por total desorganização, esquema errado com o falido 4-2-4 e clara superioridade estratégica marroquina!

A insistência irritante em Raphinha na ponta, de falso nove, centralizado…

Ibañez foi devorado pela força marroquina. Saiu amarelado e desnorteado.

Danilo, com todas as outras fragilidades, é o dono da posição, em que o italiano, não levou mais nenhum lateral direito, inclusive chamando um volante para o lugar do cortado Wesley.

Aliás, nosso sistema defensivo foi tratorado.

No gol, os volantes e a dupla de zaga, em linha, tomaram um vareio de manual básico.

Gabriel Magalhães, claramente nervoso, “se borrando”, literalmente.

As substituições foram outro exemplo da responsabilidade do treinador.

Burocráticas, “6 por meia dúzia”.

Primeiro os dois “tontos” (no sentido de perdidos mesmo) amarelados.

Depois até parecia que iria mexer na estrutura com dois atacantes entrando.

Alarme falso.

Era a invenção de Mateus Cunha como armador no lugar do outro projeto de criador, Paquetá.

pra tu uma

de pensador

Como ganhar uma copa com Paquetá de referência criativa?

Apenas no primeiro tempo uns 30 passes errados, quase metade do senhor criador do time.

Ah, mas se Paquetá não estiver bem, vamos com Cunha!

Uau.

Com todo respeito ao conterrâneo.

Para pensar, “cerebrar” o time, não dá.

E você aí chamando o Zinho de enceradeira em 94, emprenhando pelos ouvidos via Galvão Bueno, o destruidor de reputações futebolísticas!

Aliás, reside aí no meio campo o principal problema do Brasil.

Ainda pagaremos por muito tempo por ter dinamitado a formação de meio campistas, por ter lançado mão desta escola tão brasileira, o armador, criador, cérebro do time!

Voltando a nossa fatídica estreia…

O outro atacante a entrar, na segunda troca dupla do dia, foi Luiz Henrique que deveria ter entradio no lugar de Raphinha, o intocável.

Pede passagem Luiz Henrique, assim como Danilo que substituiu Bruno Guimarães e o jovem incendiário Endrick-precisamos deste fulgor, “sangue no olho” ofensivo!

No frigir dos ovos, sem fatalismo, fomos salvos pelo lampejo de craque de Vini Jr.

Eu disse lampejo, porque nem nossa principal referência no atual momento ecoa traço de genialidade de outrora.

Livrou a derrota e criou a jogada de outro gol para I-G-O-R T-H-I-A-G-O, que, claro, errou no único atributo que o poderia beneficiar.

Não há nada, absolutamente nada a positivar da estreia brasileira, a não ser o fato de não termos perdido, o que seria o mais justo.

SINAL DOS TEMPOS

Inclusive jogamos, claramente pelo empate.

Em uma medíocre assunção do novo tempo do futebol brasileiro!

Buscar empate em estreia de Copa!

Nos últimos 15 minutos demos em definitivo a bola a seleção marroquina.

Emblemático, uma bola nas mãos do nosso goleiro Alisson, aos 47 do segundo tempo, ser lançada ao léu, à moda antiga, em ligação direta, ilustrativa da nossa total falta de repertório, poder pensante na saída e armação.

Ok, é estreia e tem escopo para melhora com algumas óbvias mexidas e soluções, mesmo neste elenco limitadíssimo…

Mas, ser campeão nesta conjuntura, estrutura, plantel, postura seria uma das maiores zebras da história das Copas, para mim e para o mundo esportivo especializado.

Um típico milagre da camisa canarinho.

Só nos resta torcer…