Sim, paradoxalmente, o mimado Neymar também foi pára-raio de outras covardias.
Para atender a autopreservação do Mister foi “lançado à cova dos leões”, mesmo que para isso um esquema todo de jogo (mesmo que limitado), tenha sido desmontado.
Aumentou-se o abismo, fosso entre as linhas brasileiras em campo apenas para colocar o desejado em campo.
Só e somente só as Neymarzetes não entendem que não há qualquer condição fisica de Neymar para futebol em alto rendimento!
Ou seja, Ancelotti armou uma vendetta italiana contra o próprio time.
Nas mexidas necessárias, Endrik não supriu as caracteristicas de recomposição de Rayan, deixando o perdido Danilo ainda mais à deriva.
-E ainda não fez o gol quando teve a chance- brada indignado o moço que pediu o menino a Copa inteira.
Sobre Endrik, Ancelotti sempre esteve certo.
Faltam elementos, características. Verde, muito verde.
Assim, exatamente do lado direito saíram os dois gols noruegueses.
OS ESCOLHIDOS
O lateral direito aliás, é um dos pivôs do maior erro de Ancelotti (não é Neymar, creiam): a inquebrantável incapacidade de abrir mão de seus “homens de confiança”.
Por valores extracampo, o Mister bancou Danilo (que “entregou a paçoca” contra o Japão, tentou fazer contra a Noruega no primeiro tempo etc) e Casemiro, disparado o maior símbolo desta era fracassada.
Casemiro, o do campo, não da TV (que também acumula seus pecados nesta jornada) foi o pior jogador brasileiro na Copa, mesmo tendo inexplicavelmente ganhado o prêmio consolação da FIFA contra o Japão.
Ex-jogador desfilando e atrapalhando em campo.
Sempre em outra rotação, perdido, ao léu.
Além de não marcar nada, nem ninguém, ontem atrapalhou ataques letais.
Desperdiçou momentos essenciais, inclusive no último passe ofensivo, quando roubamos a bola na saída da Noruega após o nosso gol. Uma lástima e triste última dança para uma carreira fantástica.
Desde sempre questionei a renovação de contrato de Ancelotti.
Não por previsibilidade, planejamento a longo prazo, que é tudo o que o futebol brasileiro precisa.
Mas, por cheirar, ou melhor “feder” a acordos escusos.
Algo como: “Ceda as pressões, aceite estes termos e tenha uma luxuosa estadia de mais 4 anos nas maravilhas cariocas!”
Fora todas estas suspeitas, a nenhum outro brasileiro se concedeu tamanha estabilidade.
Telê fez duas copas com saída e retorno.
Até Tite, à época o inquestionável number one nacional, renovou após a primeira Copa!
Que seja! Agora, com ciclo inteiro de Copa a cumprir, sem sobresssaltos, expectativa de renovação quase total, nova geração, de fato vejamos se Ancelotti exercerá a decantada autonomia de técnico gringo, respaldado em títulos e tomará decisões pautadas, exclusivamente em suas convicções, alheio as pressões.