Nem tango, nem rock- o que me resta na Copa do Mundo de Futebol

Publicado em: 13/07/2026

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“A Copa acabou”.

Confesso que nutro aquele sentimento nacional de quase abandonar a maior competição do  mundo com a eliminação da seleção brasileira.

-Dá um  desgosto danado- diz o matuto.

Mas, “lambendo as feridas”, vi que o Mundial segue incólume sem o Brasil.

A gringaiada já nem liga mais para nossa ausência.

Acabou-se o respeito.

Uma blasfêmia!

Fato é que o mundialzão do TRÂMP, digo da FIFA chegou às semifinais, da pior forma para este narrador mouco e resignado.

Quatro selecionados rivais, com episódios acirrados contra o Brasil ao longo da peleja futebolística histórica.

Nenhuma segunda preferência na minha lista apócrifa/irrelevante.

-Mas, você não tem descendência espanhola, Marculino?- pergunta o inadvertido amigo.

-Eu sou de Buerarema, cidadão! Soletra aí B-u-e-r-a-r-e-m-a em valenciano.

Noves fora ancestralidade dali, ou d’alhures, fato é que, de cara descarto os ingleses na minha predileção (estes não). Meros catalogadores das regras, eternos coadjuvantes, que sustentam uma arrogância boleira, nãos e sabe de onde.

Por mim passarão mais 60, 120 anos sem levantar taça alguma.

 “Football’s coming home”?!?!

Never!

Torcer para a Argentina, nem se fala.

Não tomo detergente, nem oro para pneu.

Pagar deste modismo de rebelde sem causa, que se indigna com o Brasil e torce para o maior rival por birrinha, sem qualquer senso de pertencimento, uma total distopia e dissonância etc e coisa e talz.

Fato é que, os argentinos são os únicos representantes fora da Europa nas semis, feito que eles repetiram em três das últimas quatro copas (14, 22 e 26).

A geografia até poderia ser um elemento de simpatia, irmandade com os hermanos (receba um trocadilho maroto aí), mas aqui é futebol e dispenso estas questões.

Assim, por eliminação resta-me fechar corrente na chave oposta.

França, ou Espanha até a morte.

A Espanha em primeiro, pela minha ancestralidade bastarda!

Vou até gritar:

LA ROJA! (lá ele)

-Solo un póquito!

Em segundo, a França, mesmo sabendo que esta é, de fato, o maior risco a liderança de títulos brasileira.

Os franceses podem ir a terceira final seguida, a hipotética quinta decisão de mundial nas últimas oito.

Algo assombroso para uma seleção que nunca havia disputado título, até 30 anos atrás.

 

 

 

 

pra tu uma

de pensador

Ainda assim, ficarei com esta chave oposta.

Venha quem vier de lá.

E já adianto que nem sei se isso é bom…

Por outro lado, tudo que eu tenho torcido na Copa perde.

Culpa desta inclinação a fracos e oprimidos.

Já me sugeriram aplicar este fenômeno sobrenatural, da sorte invertida, vulgo azar, torcendo para a Argentina

Dá não.

CURIOSIDADES

Falando do que realmente importa…

Vamos a alguns fatos pitorescos desta semifinal da Copa:

  1. Pela primeira vez desde 1990, na Itália, teremos apenas campeões mundiais na disputa. À época, estavam no páreo as mesmas Argentina e Inglaterra de agora, mais a anfitriã e a Alemanha campeã. Todos os outros mundiais a partir daí sempre tiveram um postulante inédito ao título.
  2. Germânicos, que foram tri, na ocasião, contra os argentinos, fazendo a única final repetida em sequência da história dos mundiais, 86 e 90. Repetiram o duelo em 2014, no Brasil. Placar das finais: 2×1 Alemanha.
  3. Agora, em 2026, França e Argentina podem igualar o feito e repetirem final de forma seguida. Duelaram em 2022, com título argentino nos pênaltis, após épico empate com a bola rolando em 3 a 3.
  4. Além de AlemanhaxArgentina apenas BrasilxItália fizeram final repetida em Copas, mas com intervalo de 24 anos entre elas e ambas com vitória brasileira (70 e 94).