Entre história e lendas urbanas, há uma Paraíba muito além de sol e mar!

Publicado em: 22/07/2026

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Lá em Bananeiras eu ouvi:

Bananeiras não tem este nome pelo excesso de pés de bananas. Existiam plantas, que pareciam bananas em volta de um lago e se batizou a localidade baseada nisso…”

Adoro curiosidades locais, mas me impressiono com criações de lendas extras, grandes causos pitorescos que se cristalizam em verdade absoluta comunitária.

Aquelas mitificações em torno de algo para fugir do óbvio, que é o fato, apenas para criar fenômeno excepcional de atratividade turística.

A teoria foi apresentada por um historiador em visita ao Museu da cidade.

“Não tô dizendo que foi, nem que não foi…”

“Só sei que foi assim…”

Noves fora, folclorização armorial, com todo respeito a cidade e a História, convenhamos, é pouco factível uma cidade cercada de bananal por todo lado chamar-se Bananeiras por conta de plantas que não são bananas, mas parecem bananas etc e coisa e talz…

Então, a cidade, comunidade, local, que seja, nasceu mais de uma coisa, que parecia ser, do que o que era?

Levo pouco, ou nada a sério estes prodígios para criar fator extraordinário e fomentar narrativa de guia de turismo, mas embarco no folclore local.

Afinal, nem só de “verdade verdadeira” se constrói uma fama, lenda urbana!

 

 

pra tu uma

de pensador

           UM PARAÍSO NO CORAÇÃO DA PARAÍBA

E que belezura é o Brejo paraibano!

Pude retornar após alguns anos na companhia da família quase toda (minha mãe, baiana, é apaixonada por Areia).

Sempre uma experiência rica em historicidade e paisagens.

-Paisagem de interior! – como diz o poeta matuto convicto, Jessier Quirino.

Pura essência de paisagem de interior.

Cachoeiras, trilhas pela mata atlântica exuberante, casarios coloniais, charmosos centros históricos, equipamentos seculares como a antiga estação de trem de Bananeiras, o Teatro Minerva (que não é homenagem a marca de sabão em pó dos anos 80, mas o mais antigo da Paraíba, da segunda metade do século XIX), em Areia…

Areia também é cidade natal de Pedro Américo, multiartista, um dos pintores mais famosos nacionais, autor do famoso quadro “O Grito do Ipiranga”.

Temperaturas amenas, serração, neblina e clima gostoso que pode descer até próximo a 10 graus em sensação térmica durante o inverno.

O brejo paraibano é daquelas desconstruções do conceito exótico sobre determinada localidade.

É a clarificação de uma outra e real Paraíba, muito além de sol e mar!

Existe programa de inverno na Paraíba?

Ora, se não! – responde “na bucha” o brejeiro.

Sem esquecer, claro dos engenhos para degustar todo tipo e sabor de cachaça, aguardente, toda forma de se produzir alcohol através da cana de açúcar.

“Porque sem uma cachaça ninguém aguenta este rojão”

Desde a pioneira Rainha (na ativa há quase 200 anos), preferência de muitos “caneiros” conhecidos até a Volúpia, mais refinada e estilo “exportação”.

Para se entender a relação e importância econômica da produção do líquido na Paraíba, o estado é o segundo maior produtor do país em “cachaça de alambique”, atrás apenas de Minas Gerais.

Estima-se que, apenas o brejo concentre 70% dos engenhos paraibanos.

Com rótulos reconhecidos e premiados, nacional e internacionalmente.

               JÓIAS DO BREJO

Além das mais badaladas Areia e Bananeiras, que também concentram maior estrutura turística (leitos, opções de lazer etc), o potencial do Brejo paraibano se expande por mais de uma dezena de municípios (Alagoa Grande– terra de Jackson do Pandeiro-; Pilões – com seu urbanismo peculiar, campos de flores; a pequenina e charmosa Serraria; Solânea– a “batizada” cidade mais fria do estado, Remígio- terra do algodão e artesanato em barro, Matinhas- maior produtora de laranja da Paraíba e tangerina do Nordeste, Alagoa Nova etc…)

Todas estas cidades compoem a Rota Cultural Caminhos do Frio que, agora em 2026, completa 20 anos e tem levado as belezas, riquezas, potenciais e diferenciais destas cidades para além divisas estaduais, criando um permanente fluxo de visitantes e gerando receita extra para as pequenas localidades.

Saindo de João Pessoa o deslocamento para o brejo paraibano se dá por Rodovia Federal e estadual, com cerca de 130 quilômetros de distância (até Alagoa Grande a primeira cidade da região) e duas horas de duração.