Lá em Bananeiras eu ouvi:
“Bananeiras não tem este nome pelo excesso de pés de bananas. Existiam plantas, que pareciam bananas em volta de um lago e se batizou a localidade baseada nisso…”
Adoro curiosidades locais, mas me impressiono com criações de lendas extras, grandes causos pitorescos que se cristalizam em verdade absoluta comunitária.
Aquelas mitificações em torno de algo para fugir do óbvio, que é o fato, apenas para criar fenômeno excepcional de atratividade turística.
A teoria foi apresentada por um historiador em visita ao Museu da cidade.
“Não tô dizendo que foi, nem que não foi…”
“Só sei que foi assim…”
Noves fora, folclorização armorial, com todo respeito a cidade e a História, convenhamos, é pouco factível uma cidade cercada de bananal por todo lado chamar-se Bananeiras por conta de plantas que não são bananas, mas parecem bananas etc e coisa e talz…
Então, a cidade, comunidade, local, que seja, nasceu mais de uma coisa, que parecia ser, do que o que era?
Levo pouco, ou nada a sério estes prodígios para criar fator extraordinário e fomentar narrativa de guia de turismo, mas embarco no folclore local.
Afinal, nem só de “verdade verdadeira” se constrói uma fama, lenda urbana!
