Homenagem se faz em vida!
Era a primeira e única frase que me vinha à mente sobre aquela apoteose!
“É isso que eu acho mais importante. E eu tive a sorte de poder viver aquele momento, desfrutar de tudo aquilo na noite do último sábado”
Esta foi uma das primeiras falas de Escurinho sobre a Ciranda que montaram para celebrar a sua vida e obra e a qual eu me referia no começo do texto!
Isto me tranquilizou sobre o rumo da narrativa.
Naturalmente, não peço licença poética, para descrever minhas impressões sobre coisa alguma.
Mas, aqui, no caso em questão, trato de uma referência, símbolo da arte paraibana e da minha formação nesta terra, além de tratar de temas tão caros, sensíveis.
Ironia do destino um pernambucano radicado paraibano, indireta e inconscientemente, sendo guia da Paraíba a mim baiano, assim como a vários paraibanos de nascença, mesmo, tenho certeza.
Fato é que o aval me dava salvo-conduto.
E assim sob o lema de celebração à existência de Escurinho montaram um jardim inteiro (“ÊÊÊ Belo Jardim”) para o maior floricultor da música paraibana!
“Ciranda para Escurinho” foi o nome dado ao evento que celebrou a vida e obra de um dos mais férteis compositores, exímios músicos e queridos personagens do cancioneiro local.
No palco mais de uma dezena de representantes da cena local, alguns contemporâneos ao mestre e outros tantos novos nomes da arte que pulsa nas bandas da Parahyba (Chico César, Adeíldo Vieira, Totonho, Sandra Belê, Seu Pereira, Val Donato, Filosofino, Nathália Bellar, Titá Moura e tantos, tantos outros)
Na plateia um Teatro de Arena como não me recordo ter visto, em quantidade de gente e circulação de energia:
“…aquela energia da ciranda… foi feito um encontro de pessoas amigas, produtores de várias idades, jovens, crianças, idosos como eu… tudo para homenagear um artista, a vida, a obra deste artista enquanto ele está vivo, aqui entre nós.”- Escurinho
Uma potência arrebatadora, capaz de regar e espalhar seiva por ali e alhures, que só a arte transcendental é capaz de fazer.
A obra de Escurinho, aquela que nos aponta com quantas flores se faz um jardim...
