Muito além dos nossos desejos imediatos a chuva que inunda JP, ou o sol que arde na Europa, é consequência política!

Publicado em: 24/07/2026

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Como QUASE todo ser-humaninho (porque “todo mundo é muita gente”) tenho o petulante hábito de desejar um tempo e clima a meu desejo.

-Aí eu vi vantagem!

Aquela lógica de tudo a meu bel-prazer.

Imagina só São Pedro, São José, ou outro dos deuses diversos das águas torrenciais tendo que atender a uma causa coletiva em tons tão individuais!?!

Uma quer sol escaldante para tostar a pele na praia, outro clama por chuva para florescer seu jardim…

É homem branco fazendo “toré”, a dança da chuva indígena

É Abominável Homem das Neves fazendo ritual de saudação ao sol

Uma pantomima só.

Agora mesmo, véspera de final de semana, já me vejo contrariado com a previsão do tempo e indicativo claro de que “não vai dar praia”!

Frustração quase permanente neste julho invernoso além da conta na capital paraibana.

Apenas em 12 horas desta madrugada de “sextô” foram nada menos que 61 mm de precipitação em João Pessoa!

E “mais água” prevista a cair até a próxima semana.

“Alerta amarelo” para metade do estado.

Fenômeno comum em julho por acá, mas que tem sido elevado a potência máxima nos últimos anos.

Parece o mundo desabando.

pra tu uma

de pensador

-Ah, lá vem você falar de mudança climática. “Cumé” (SIC) aquecimento global se está esfriando??- pergunta o protótipo de cientista da internet naquela pegada de opinar sobre tudo sabendo de nada.

Nem vou gastar tempo e cultura do povo da ciência com umas espécimes estranhas fazendo peso na terra por aqui e por aí…

Mas, enquanto o Brasil se derrama em água (vide Rio Grande do Sul de novo, apenas dois anos e meio após a última grande tragédia), as Zoropa, aquele imaginário sempre gélido do provincianismo tupiniquim, literalmente “arde em chamas”.

Espanha, França, Itália, Reino Unido, Alemanha com temperaturas acima dos 40 graus, em algumas localidades sensação superior aos 45.

Queimadas, incêndios se alastrando, decretação de estado de emergência nacionais, força-tarefa da União Europeia, cidades inteiras esvaziadas,  medo, pânico geral, “choro e ranger de dentes”!

Por falar, sem querer, no conceito de juízo final cristão

Não faço ideia de como se dará o apocalipse nos trópicos, ou em qualquer outra plaga.

Menos ainda domino o messianismo da mensagem de “Seu Conselheiro”, o Antônio:

Se “o sertão vai virar mar, o mar vai virar sertão”…

O que qualquer observador, minimamente astuto, sabe é que o “mundo virou”.

Negando-se efeitos previstos, alardeados há décadas, em prol da economia, expansão, progresso e toda forma de desenvolvimento a qualquer custo, legitima-se “passar a boiada”, explorar até esgotar, poluir desmedidamente.

Pois é, incautos, morrer afogado, ou queimar em brasa, também e desde sempre é política!

Tudo é política!