“Nem só de festas vive o homem…” o que a ressaca pós-comemorações nos ensina sobre as eleições deste ano

Publicado em: 07/08/2026

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Aquele clima de ressaca geral.

Pós-aniversário de João Pessoa/Parahyba muita celebração, oba oba, mensagens automáticas nas redes, cards fofinhos de homenagem etc e coisa e tal…

Passada a festa “estranha, com gente esquisita” já podemos voltar ao mundo real?

Vamos falar da João Pessoa de todo dia e dos problemas que ficam ofuscados em tempo de festas.

Antes de mais nada, me antecipando aos patrulheiros das virtudes e das boas normas, adianto logo que toda celebração a capital de todos os paraibanos de nascença e adoção (como eu) são mais do que justas, necessárias.

Como bom PARAIBAIANO (paraibano de coração e baiano de origem) já o fiz em muitos 05 de agosto e outras datas das folhinhas do calendário também (quer conferir um apenas lá do distante 2019? Pula na janela ao lado, ou simplesmente clica no link aí):

FELIZ PARAIBAIANIDADE (Meus 20 anos de Parahyba)

Fato é que, falar das belezas naturais, riqueza histórica, beleza arquitetônica, qualidade de vida, clima agradável da cidade aonde o sol nasce primeiro, é “chover no molhado”.

Mas, nem tudo é só celebração aqui, ou alhures.

Fato é que nesta onda festiva tudo se apropria e aproveita.

 

 

 

 

 

pra tu uma

de pensador

Calhou de, em pleno feriado de aniversário de João Pessoa, ser também a data limite para a realização de convenções partidárias para formalização de candidaturas com vistas ao pleito de 2026.

Dentre elas a do ex-prefeito pessoense, Cicero Lucena, candidato a governador do Estado pelo MDB.

No discurso, o gancho perfeito, ao menos na fábula narrativa!

Levar a toda a Paraíba as ações implementadas em João Pessoa.

Discurso já encampado e em propagação nas mídias oficiais da própria Prefeitura Municipal de João Pessoa.

Quem não percebeu o “quando João Pessoa cresce a Paraíba inteira avança”, em peça finalizada com um sugestivo “JOÃO PESSOA, ORGULHO DA PARAÍBA”.

O detalhe é que o slogan oficial da gestão é João Pessoa, Cidade em desenvolvimento”.

Ou seja, uma corruptela foi permitida por alguma motivação…

E eu nem quero insinuar nada, que não é do meu feitio.

Mas, qual é mesmo o legado que a gestão de João Pessoa tem a oferecer ao Estado da Paraíba?

Seria a questão ambiental em que a própria gestão se empenhou na famigerada “Lei do Gabarito” e validação de empreendimentos fora das normas com envio de proposta feito diretamente pelo então prefeito a Câmara Municipal?

A mesma gestão que também bancou projeto, anunciou e só recuou após reação popular sobre “engorda da praia” como solução para a erosão marinha.

Uma inteligente prática de reduzir impacto natural causando impacto ambiental!

Qualquer semelhança com Balneário Camboriú em projeto estético e conceito político não é mera coincidência!?!

Alguém entende esta equação?

Típica da ausência de projetos de longo prazo, efetivos e soluções mirabolantes para causar repercussão e agradar mercadão.

Ou a ideia de levar a toda a Paraíba os projetos locais da capital se referem as inovações em mobilidade?

A questão é qual projeto de melhoria do fluxo, deslocamento, melhoria do trânsito, escoamento do volumoso tráfego foi desempenhado nesta gestão?

As únicas intervenções foram em complemento a obra planejada, desenvolvida e executada pelo governo estadual como Viaduto de Água Fria e ligações da UFPB e Bancários ao bairro do Altiplano.

 NEM LÁ, NEM LÔ

O único em andamento até agora, já após a saída do gestor e candidato ao governo está sob questionamento do Ministério Público, exatamente, por supostas irregularidades nos licenciamentos ambientais.

Por falar em trânsito, congestionamento, fluidez…

Em quase seis anos de gestão sequer conseguiu reativar o anunciado retorno de um serviço controverso, mas de simples execução: a Zona Azul.

Em uma reprodução de inconsistência da posição e preocupação apenas com popularidade ainda hoje o sistema segue sem efetivação, entre queixas populares e batalha judicial.

Se deu prazo educativo (padrão), começou a operar, recuou, novo prazo, voltou a operar e, praticamente se negligenciou para não desagradar eleitor, digo o povo.

Do transporte público nem se fala…

Sistema minguado, poucas linhas, nenhum novo modal posto em prática, além de anúncios esquecidos de sistemas de terminal de integração, projetos já prescritos de BRTs e afins.

O que falar da coleta de lixo? Crise transferida a empresa, que ganhou licitação nesta gestão.

Sistema de recolhimento de entulhos interrompido, intermitente, ruas sujas, lixo acumulado em vários bairros.

Ah, falando em festa…

A homenagem à cidade veio no estilo “pão e circo” (que não é exclusividade deles claro) , fora de qualquer conceito, que tanto marcou a gestão continuada: nenhum simbolismo local, dois artistas nacionais, do primeiro escalão, mas sem qualquer vínculo com a cultural local, que sequer passou perto da celebração pelos 441 anos de João Pessoa.

É esta João Pessoa, que orgulha a Paraíba?

É esta João Pessoa que quer servir de exemplo, ser protótipo de desenvolvimento e bem estar a todos os paraibanos?

O portfólio, cartão de apresentação está bem menos atrativo do que supõe os autores!