A primeira, em dezembro do ano passado levou a condenação de militares de alta patente (generais) pelos crimes de conspirar contra o Estado Democrático de Direito (o popular GOLPE escancaradamente defendido e orquestrado por Helenos, Bragas e afins).
A última mudança no cursor da história foi a aplicação inédita de entendimento recente do Supremo Tribunal Federal de que magistrado, juiz, homem de preto, togado pode ser demitido.
O fim da aberrante aposentadoria compulsória como punição máxima a homens aplicadores da Lei.
DECISÃO HISTÓRICA
Apenas dois dias após a norma ter sido implementada pelo Conselho Nacional de Justiça já foi colocada em prática.
Um eldorado no histórico de negligência/descaso mesmo a aplicação da lei a poderosos/influentes, ou meros corporativistas.
E o detalhe é que a lei foi aplicada contra um ministro do Superior Tribunal de Justiça, por membros do próprio STJ.
Há esperança…
-Logo tu falar em fio de esperança diante deste cenário de trevas atual? – me interrompe o indiscreto alter-ego.
Sou pouco, ou nada utópico, tento manter os pés bem fincados na análise fria dos fenômenos, o que quase me deixa em estado de niilismo.
Mas, resisto, porque descrer em absoluto retira sentido de viver!
-Eu acredito é na rapaziada…
Dale Gonzaguinha!
Voltando a punição ao doutor de Toga…
O ministro Marco Aurélio de Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) se tornou nesta quinta-feira (6) o primeiro magistrado do país condenado à perda do cargo desde que o Supremo Tribunal Federal (STF) instituiu essa punição como sanção máxima no Judiciário no lugar da aposentadoria compulsória.
Buzzi foi condenado no STJ por duas acusações de crime sexual e caso irá para o STF.
Uma das acusações foi feita por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos, que disse ter sido alvo de uma abordagem do ministro durante um banho de mar quando ela era hóspede em sua casa de praia.
Na outra denúncia, uma servidora do próprio STJ disse que, durante anos, foi vítima de assédio dentro do próprio gabinete.
A aparente celebração as medidas nada tem a ver com sanha punitivista, tão defendida pelos próprios alvos de agora…
Não se trata de justiçamento contra A ou B, mas a simples sensação de que “todos são iguais perante a lei”, mesmo que aparente, residual e em situações episódicas, dá um sopro de fé em tempos vindouros…
Todo o prolegômeno introdutório (receba um prolegômeno aí e tenha paciência com a introdução devaneadora) é só para dizer que, apesar dos pesares, do manifesto, explícito momento da história de tantos desmandos e ameaças democráticas a avanços mínimos, progressos elementares da humanidade, há esperança em algum, qualquer futuro. de justiça e igualdade neste país tão desigual!