Ok, ok.
Todo mundo sabe que questões básicas como maior conforto, segurança nas praças esportivas brasileiras se faziam urgentes.
Mas, precisava copiar, integralmente um padrão alheio as nossas necessidades, hábitos, estilo?
Esta nossa incapacidade de adaptar modelos a nossa realidade mutila costumes.
Apenas para a Copa doze estádios PADRÃO FIFA, quase perfeitos para os verdes campos europeus, mas impeditivo ao torcedor brasileiro.
Pior, quase metade elefantes brancos construídos em localidades sem fluxo de futebol local.
Mané Garrincha e seus 70 mil lugares, que mais servem a megashows e, futebolisticamente só lota em jogos de times paulistas e cariocas.
-Mas, ainda está na Capital Federal, que precisa de um estádio imponente- alega o cidadão institucional.
Falar dos estádios da Copa do Amazonas, Cuiabá, praças, quase sem representação local, ou mesmo a inútil Arena Pernambuco (monumento erguido na Grande Recife, aonde os trÇes grandes times tem estádios próprios.
Mas, voltando ao foco…
O Brasil seguiu à risca a cartilha das zoropa com seus estádios imponentes, luxuosos, extinguiu setores populares e expulsou torcedor comum dos campos por puro elitismo.
Aboliram o Geraldino, aquela figura simbólica, quase folclórica que pairava por todos os campos do país, o primeiro e verdadeiro torcedor brasileiro.
Agora, a poderosa Alemanha dá uma lição reversa e inaugurará setores sem assentos, a preços módicos em estádios do país.
Tudo referendado pela senhora UEFA, a Conmebol deles, só que sem nosso selo de qualidade duvidosa.
Aqui no Brasil de Maracanã, Mineirão e tantas gerais, do BAVI torcida mista e outras, diversas experiências, nada, ou quase nada sobrou…
Torcedor comum abolido da bancada, setores totalmente “encadeirados” e consequentemente fim da festa multicolorida como conhecemos.
Para completar o extermínio da torcida brasileira ainda me vem dispositivos como a famigerada e inócua medida de torcida única nos clássicos regionais da maioria das capitais brasileiras.
Proibição de pirotecnia (mesmo simples sinalizadores), até bandeiras e mastros, mas a impunidade aos verdadeiros pivôs de crimes nos eventos esportivos perdura.
Só “jogo de cena”, “cortina de fumaça”, mas, isso já é papo para outra pauta.
Falando apenas dos estádios, até a ALEMANHA, os sisudos germânicos estão liberando geral, retirando assentos e deixando espaço livre para a festa correr “livre, leve e solta”.
Enquanto isso ficamos daqui esperando se o novo-velho modelo alemão irá se expandir pela Europa para aderirmos.
Assim, repetirá-se o ciclo de aderirmos a nossa própria cultura quando ela for avalizada com selo exterior de qualidade!
A gente perde na bola, no campo e fora…