A “Lei do Bem” que mata brasileiros comuns diariamente

Publicado em: 21/08/2026

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“Tá lá um corpo estendido no chão”.

Vocês viram o caso do rapaz, morto a pauladas, socos e pontapés em plena luz do dia no meio da rua no Rio de Janeiro?

-Ah, fatalmente mais um bandido!- já se antecipa o juiz do Tribunal de Rua.

Não, apenas mais um rapaz comum, com problemas mentais, confundido por populares com um ladrão de bicicletas.

Ele usava o veículo da irmã, não conseguiu explicar a origem, por ter problemas mentais e…

Pow… pow…pow

“Tá lá um corpo estendido no chão”.

As hienas predadoras avançaram em bando.

pra tu uma

de pensador

Primeiro um segurança, o estereótipo padrão do agente de segurança frustrado que não foi alçado a autoridade policial, mas encarna mais o militarismo e sua truculência maldita acima do bem e mal.

“Metido a Charles Bronson…”, como diz Brown.

Depois um grupo de entregadores, a potencial classe vítima do suspeito de roubo.

Foi resolver os problemas que os afligem porque não tem amparo legal, não há justiça no país.

A vítima, o escolhido, o “boi de piranha”, o sacrificado era inocente.

Típico dos que legitimam operações policiais com morte de quantos inocentes forem.

“Se vai morrer alguns inocentes, que seja”- dizia o ex-presidente.

Cláudio Rafael virou mais um na estatística.

Mais um fruto desta violência desenfreada nacional.

Paradoxalmente, a mesma violência que apavora um tal autodefinido como povo de bem e faz este mesmo povo alimentar mais violência!

O cidadão de bem refestelado na poltrona de sua casa, tem as mãos sujas de sangue.

A reverberação de “bandido bom é bandido morto”

o candidato que apregoa que “vai matar quem roubar…” tem as mãos sujas de sangue.

O senso de justiça imediata, como se este conceito e ciência pudesse ser entendido, aplicado e resolvido instantaneamente, transformou a era moderna em trevas.

Voltamos ao tempo da Lei de Talião.

É “olho por olho, dente por dente”!

E quem diz qual a pena a ser aplicada?

A sede de vingança e resolução de um coletivo sedento por sangue!

O nome disso é justiçamento!

Justiçamento do “Velho Testamento” trazido a baila nesta aura de evangequistão travestido de Cristianismo que paira sobre o Brasil.

O justiçamento de um país que institucionaliza as milícias levando uma família entranhada com milicianos ao poder máximo nacional.

Justiçamento de quem normaliza fazer justiça com as próprias mãos apenas com base no julgamento de CULPADO estabelecido por qualquer outro alguém.

Pare de andar em manada, de pensar em bando, de agir sob comando de forças estranhas.

Esta Lei do Bem mata!