A obsessão programada da VEJA contra Lula não é acaso, é linha editorial definida

Publicado em: 10/10/2026

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O ano era 2012, uma distinta senhora, prostrava-se resignada no corredor de um hospital.

Aceitara acompanhar o marido, que estava em tratamento hospitalar, em visita a outro enfermo da mesma unidade.

Mas, resoluta, ficara do lado de fora, tinha motivos pessoais de sobra para ignorar o homem no leito de morte.

Em pé, deixara o companheiro cumprir o rito de gesto humanitário contra um algoz familiar, mas mantinha o mesmo ar impenetrável de simplicidade, que ganhava uma imponência destacada pela força e determinação, que sempre mantinham sua aura elevada.

Lula visitava Roberto Civitta, que viria a falecer meses depois.

Civitta era dono do Grupo Abril, criador da Revista Veja.

pra tu dá uma

de pensador

  1. “Obrigado pelo seu gesto, presidente. Dona Marisa não virá me visitar por mágoa pelo que fiz com o filho dela, né”?

Era o fundador da Veja, quase em leito de morte, há 14 anos, reconhecendo o achaque, perseguição, jogo de mentiras que promovia contra Lula e sua família.

A primeira de uma onda de “escândalos” denunciados pela revista contra o filho de ambos data de 2006, com o sugestivo título “Por que não pode todo mundo ser o Ronaldinho?“.

Portanto, agora, neste ano da (dis) graça completam-se 20 anos, duas décadas, de devassas, varreduras, factóides, matérias especulativas, mentiras explícitas apenas contra Lulinha, que já foi dono da Friboi, JBS, OI, teve Ferrari de ouro dentre outras megalomanias.

Não estou aqui a defender, inocentar, atestar idoneidade sobre caráter de quem eu nem conheço, menos ainda colocar auréola sobre a cabeça do filho de Lula e Dona Marisa, mas além da total mentira desvelada sobre estas denúncias, em duas décadas de pente-fino, investigação de ponta-cabeça, se provou alguma coisa?

A qualquer observador atento é fácil perceber um foco oportunista, ação articulada para atacar o presidente através da imagem do seu filho, a quem a mídia logo batizou de LULINHA, mesmo este nunca tendo sido chamado assim no núcleo familiar.

A mesma Veja objeto de estudo de dezenas, talvez centenas de análise de discurso contra o presidente Lula.

Basta uma rápida consulta a repositórios e acervos de Universidades que se deparará com recortes diversos, muitos focados apenas na semiótica das capas da semanal do Grupo Abril.

Um exército editorial para destruir a imagem de Lula!

                     Adianta a fita, editor…

Faltando pouco mais de 15 dias para o segundo turno das eleições mais acirradas da história da redemocratização brasileira, a Veja estampa a capa de sua publicação tentando associar Vorcaro a Lula.

O maior fraudador do sistema financeiro nacional teria delatado que doou 30 milhões a filme sobre Lula.

O momento, a temática, o valor, tudo, milimetricamente construído para desgastar a imagem do presidente, exatamente em um, eu disse UM dos trocentos escândalos contra o opositor Flávio Bolsonaro!

O representante do clã Bolsonaro na disputa presidencial, este sim, flagrado pedindo, intimamente, centenas de milhões de reais para filme sobre o pai, nunca concluído e, com todas as suspeitas de terem sido desviados.

Matéria prontamente desmentida pela Polícia Federal, Procuradoria Geralda República e até advogado de Vorcaro: “nunca ouvi esta história”.

Já surge também relatos de um jantar entre Flávio Bolsonaro e o dono da Veja, o sucessor de Civitta, Fábio Carvalho.

A propriedade muda, mas a linha editorial, o alvo e modus operandi da VEJA perduram.

Qual teria sido o cardápio da noite entre Flávio e Fábio?

O que degustaram enquanto tramavam os F’s?