A vida do brasileiro na roleta-russa!

Publicado em: 06/10/2026

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Que brasileiro gosta de brincar com a sorte, digo flertar com o azar, não é novidade pra ninguém…

Quase um sadismo nosso de todo dia!

Os meus conterrâneos decidiram, voluntariamente, no último domingo, que querem voltar às trevas!

Foram as urnas para dar carta branca aos algozes.

Mas, disso falo depois.

O tema aqui é a tal das Bets!

Hoje, seis de outubro, começou a vigorar a proibição desta famigerada atividade no Brasil!

“Para nossa alegriaaaaaa” deveria ser o lema nacional!

Mas, tem gente, muita gente esperneando.

Especialmente o futebol tupiniquim, aquele que se lambuzou desta dinheirama de lavanderia e deixou a raposa entrar no galinheiro!

Simplemente todos os times das séries A e B, mais outro tanto da C, D, quase todo o universo boleiro dependente da grana obscura que destrói milhões de lares brasileiros.

Ok, o processo de “entrada no jogo” foi legal, afinal o governo regulamentou, oficializou a atividade, mas a coisa, como previsível a qualquer observador, ficou descontrolada.

Aí, os clubes espernearam, tiveram a petulância de criar campanha se reunir em movimento apelativo alegando o risco do “FIM DO FUTEBOL BRASILEIRO”!

Na linha de frente, claro, o Flamengo, clube mais rico do país, co orçamento na casa dos dois bilhões de reais/ano, mantendo sua postura elitista de brigar por cada centavo de arrecadação, lucro a todo e qualquer custo!

Apesar do rubro-negro carioca sempre capitanear, estar na linha de frente destas causas inglórias, não esteve sozinho, claro…

Duas dezenas de “desvalidos”, uns pobres-coitados, tentando manter o sistema, incluindo meu Vitória, um dos que subscrevem a ação, com o sugestivo termo jurídico em tradução direta: amigos da cúria!

pra tu dá uma

de pensador

“O futebol brasileiro vai acabar”

Alardeiam presidentes de clubes, dirigentes diversos, em chantagem contra a medida…

Deveriam ter vergonha de defender a manutenção de uma estrutura nociva a sociedade, venal a família brasileira mesmo que fosse por conta de uma sobrevivência de um esporte, qualquer esporte.

O que não é o caso. O futebol brasileiro sempre viveu sem as Bets.

Estamos tratando de caso extremo de saúde pública.

Os relatos, depoimentos são estarrecedores.

Homens, fundamentalmente, as mulheres, jovens, idosos, pobres, ricos, uma soma de zumbis atraídos pelos sites de apostas, ideia obsessiva de enriquecimento rápido, viciados em jogar, jogar e jogar…

Outros países, sem a incidência de problema quase epidêmico como o Brasil estão extinguindo o sistema de apostas, porque aqui na ponta da questão deveria manter?

-Ah, mas o governo regulamentou…

Bem, precisava-se regulamentar algo que foi liberado…

-Ah, mas o time foi oportunista. Lula usou como ação eleitoreira…

Vale o debate, mas não deslegitima o fim, resultado prático. Bets não devem continuar a operar no Brasil.

-Ah, mas poderia estabelecer um prazo. Contratos em vigor e piriri pororó.

Talvez, e não sendo, aí é pauta para se buscar direitos constituídos na justiça.

Farto é que, questão grave deve ter medida enérgica, imediata.

Eu, torcedor fiel, amante do futebol, do ECV, não troco bem estar social, medida coletiva, saúde pública pela opulência boleira.

Ora, se exploda os interesses do futebol perante um caso maior, que impacta, destrói, ou salva vidas!

Foi assim na pandemia, está sendo com as Bets, deve ser sempre.

Que este sistema nefasto de apostas seja banido em definitivo e nunca mais volte a operar no Brasil!