Osso duro de roer
Ao assistir Holanda, Japão e Suécia jogarem, evidencia-se que teremos um dos desafios, pós fase de grupos, mais difíceis da história!
-Nem nos classificamos ainda, diz o senhor agourento, naquele pessimismo diretamente proporcional ao tempo de vida.
Passaremos, meu tio. Take it easy.
Talvez, desde o fatídico Brasil x Argentina de 1990, não se desenhava um adversário tão difícil já no primeiro mata-mata.
-Haja coração, amigos!
Três belos selecionados, especialmente Holanda e Japão. Mas, nem a Suécia será uma presa fácil.
Equipes e gerações renovadas e futebol verticalizado, agudo.
Até o ruim é bom
Apesar do esforço sobreumano do senhor Infantino, mancomunado com Trump e afins, de estragarem a maior competição esportiva do planeta, nem os malignos arruinam a magia do futebol!
Com o inchaço para 48 participantes, a expectativa óbvia era de uma Copa do Mundo recheada de goleadas e jogos insossos contra times semiamadores, em um total desequilíbrio de forças…
Mas, futebol é mesmo uma “caixinha de surpresas”.
As goleadas até vieram, mas em bem menor número que o esperado.
Teve o 7 a 1 da Alemanha (lá vem a Alemanha de novo, mais um gol da Alemanhaaaaaa).
Agora, Curaçao, por exemplo, se igualou ao futebol brasileiro. Um feito.
Mas, paradoxalmente, também vem da Ilha do Caribe outro destaque desta Copa.
O pequeno país, com a população de Mangabeira, bairro mais populoso de João Pessoa, é a menor nação, demograficamente falando, a jogar um mundial.
Um zero a zero espetacular contra o Equador.
Isso mesmo, fantástico, amazing zero zero.
Talvez o jogo com mais oportunidades e trocação franca desta Copa.
Chances claras para os dois lados e partidas irretocáveis dos goleiros.
Até um jogo sem gols está sendo gostoso de ver neste mundial.
-Ain, não gosto do futebol porque não admito uma partida terminar empatada.
Ah lá vem o pensamento de americano. O tesão desenfreado pelo american way of life! Vai jogar peteca, cidadão!
Até agora, apenas dois jogos terminaram no zero em quase 50 partidas.
O outro placar vazio? Mais uma epopeia. Cabo Verde, outro estreante em Copas, segurou a campeã mundial e tri europeia, Espanha, uma das favoritas ao título.
Tá vendo que esta Copa só traz feitos épicos, mesmo sem a bola balançar o capim lá no fundo do gol.
O passado assombra
Por falar em Cabo Verde, a maior surpresa da Copa até agora, é o fantasma a ameaçar repetir o feito de outra surpresa caribenha.
Explico…
Em 2014, na Copa realizada no Brasil, a Costa Rica eliminou os uruguaios, no então chamado grupo da morte, que também tinha Inglaterra e Itália.
Agora, após empates com Arábia Saudita e o próprio Cabo Verde, a celeste olímpica está virtualmente eliminada, ou precisará contrariar as previsões e vencer a favoritíssima Espanha na última rodada.
Claro, não dá para duvidar da capacidade de superação, do improvável dos uruguaios (Maracanazzo que o diga)
Mas, quando tem um centro-americano, ou africano no caminho…