É Tempo de Copa do Mundo – deixa eu me alienar

Publicado em: 11/06/2026

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Eu até poderia falar dos vetos absurdos, abuso de poder, perseguição do “laranjão” ianque…

Me indignar com a postura serviçal do Infantino, da FIFA aos desmandos norte-americanos…

Quem sabe ficar preso as polêmicas em torno do menino Ney e seu cabelo, lobby, esquemas e outras patifarias!?!?

Nem me venham perguntar o espectro político dos laterais, pontas, do escrete brasileiro.

Menos ainda indagar sobre as negociatas e acordos escusos da CBF

               É TEMPO DE COPA DO MUNDO!

pra tu uma

de pensador

E mais uma vez lá vou eu me entorpecer com o “ópio do povo”.

Se o genial Galeano avalizava um confinamento quase total quando a bola rolava, quem sou eu pra problematizar, conceituar e me rebelar contra o jogo jogado com os pés, mentes e corações??

Já estou pronto para uma viagem profunda por mais de um mês ao “Planeta Bola”, mestre.

Me permitirei até o salvo-conduto de vestir a camisa canarinho após longos anos de aversão por motivos óbvios.

Retrô, obviamente.

Vintage, diriam os cults da moda.

Setentista, de Pelé, o maior neste, ou em qualquer tempo.

Se não temos mais o REI, Romário, Ronaldo etc e coisa e tal, tem camisa, que pesa tanto, que enverga varal.

“Futebol é uma caixinha de surpresas”.

Ok, esta seleção, de fato, não empolga ninguém.

Temos nenhum, ou quase nenhum motivo para nutrir esperança do hexa…

Mas, quem liga para a razão, em tempo de COPA DO MUNDO?

Vale a festa, reunião de familiares, amigos, colegas de trabalho.

Até aqueles que perguntam o nome daquele jogador que usa as mãos!

Todo mundo se contagia, de uma forma, ou de outra.

Se a mobilização já não é a mesma de outrora, ainda catalisa atenções.

Esperemos o primeiro jogo do Brasil!

Me deixem alienar-me.

Doses cavalares de futebol na veia.

Já me preparando para assistir, sem piscar os olhos, até ao grande espetáculo ÁustriaxJordânia no sugestivo horário de uma da manhã, de uma madrugada qualquer.

Whatever…