Era um garoto que como eu amava os Beatles e os Rolling Stones

Publicado em: 28/07/2026

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Nunca aderi a criação de antagonismos entre Beatles x Stones!

Aliás, esta coisa de criar trincheira inimiga entre artista, ou qualquer coisa, apenas pelo prazer da disputa, é coisa bem “espírito de porco”.

Acho deveras brasileiro, por sinal.

Nunca aderi a criação de antagonismos entre Beatles x Stones!

Aliás, esta coisa de criar trincheira inimiga entre artista, ou qualquer coisa, apenas pelo prazer da disputa, é coisa bem “espírito de porco”.

Acho deveras brasileiro, por sinal.

Antes que o “patriota”, paramentado de verde e amarelo até o talo e batendo continência pra bandeira dos EUA, dê chilique, posso falar da minha ilha, porque é nela que eu vivo.

Vai negar que, o cidadão médio nacional para exaltar um jogador de futebol, por exemplo, precisa, necessariamente criticar o outro?

Aliás, execrar fulano.

Ao manifestar isso carrega mais na tinta da mensagem para atacar outrem do que elogiar o escolhido.

Ou seja, na verdade, usa o espaço de positivar apenas para destilar sua toxidade.

Um palanque para a sua sede em ofender.

A desgraça, a ofensa grita mais alto.

Deixando a sociologia barata de lado, voltemos a música.

 

 

pra tu uma

de pensador

Esta galerinha amarga deveria canalizar sua energia negativa para separar dupla sertaneja.

Larguei e corri.

Semeia discórdia com Henrique e Juliano, sei quem lá e Kauan, Astrogildo e Theobaldo, lé com cré, Sirano e Socremo (SIC), Sandy e Júnior, filhos de Chitãozinho e Xororó

Falar em dupla, só há pouco tempo descobri que AnaVitória eram duas. e não é sertanejo. É representação da nova leva de EMEPÊBÊ

O sertanejo se expandindo em formato também…

Brincadeira, fâzocas do agro.

É apenas pensamento intrusivo.

Voltando de novo, mais uma vez, ao devaneio que, realmente interessa…

Sobre a histórica rivalidade de fãs dos Stones e Beatles, obviamente, isso não nasceu aqui em solo brasileiro.

Inclusive tem aquele tradicional tempero mercadológico na questão.

Lucraram todos.

Apenas ganhou ingredientes nossos, futebolísticos, de torcida de futebol mesmo…

Mas, reafirmo que nunca embarquei nesta arena sangrenta e inócua.

Mesmo, tendo me aprofundado mais cedo na obra dos Stones, nunca nutri antipatia alguma pelos Beatles.

Hoje, então, vislumbro cada vez mais claramente que tratam-se de bandas contemporâneas, seminais e complementares.

Sem qualquer exagero, as duas formações britânicas, cada uma a seu modo, deram bases para o rock’n roll em todas as suas frentes.

Logo para a música pop em geral.

Os Beatles e seu apelo popular, único na história, composições que se fincaram no imaginário mundial, melodias assobiáveis, a maior parceria artística da história…

Paul e John.

John, Paul, Ringo e George.

The Fab Four.

Do outro lado do ringue virtual da plateia sedenta por sangue alheio, os Stones e sua irreverência, quase deboche, jogando mais sujeira no ventilador, que a assepsia beatlemaníaca suportava.

As frases simples e pegajosas, perenes de Richards.

Um homem em trejeito afeminado, falando de vender a alma ao Diabo, despejando energia incendiária...

Jagger abrindo a boca e engolindo a todos com seu magnetismo irrefreável.

A soma de tudo que se cristalizou a seguir e se mutou de novo para camaleonicamente se desdobrar em tantas outras formas e formatos de se fazer música em palcos e estúdios do universo Rock’n Roll e Pop.

Em qualquer performance, gravação, assinatura a posteriori, o DNA está ali.

A origem.

O quarteto de Liverpool e os quatro rapazes de Londres influenciaram juntos, ou isoladamante, até o que achamos que nada tem a ver.

Tudo isso só me foi reavivado porque lavava o banheiro ouvindo Stones e me impressionava como me arrepio ainda hoje com uns velhões oitentões, de disco novo e rock na praça, cantando músicas escritas e gravadas a 60 anos…

Long live rock’n roll!