Só que “o detergente que você bebe não é igual ao meu”, parafraseando o Roger, aquele Inútil, que bebe xarope de groselha!
Comigo não.
Meu SABOR detergente foi outro.
Eu bebi Côco-Death!
Não conhece, chega aí que vou contar…
“PELAS RUAS QUE ANDEI…”
Era meados do começo deste milênio do fim do mundo!
Antes, bem antes, quando nem imaginávamos que o Apocalipse seria Now, fui luxuriar e fazer outras coisas não recomendadas pela Carta Magna (alô Franciel) lá no Carnaval de Olinda.
Era meu debut nos festejos de Momo pernambucanos.
Nada de guarda-chuvinhas coloridos e passos de frevo frenéticos.
Era casa do senhor Rubervaldo, vulgo Rubão, que não comprou todo o sistema, mas convocou os amigos.
Apenas umas 25 almas em um único apartamento.
Elementos de diversas localidades, da original deles Juazeiro e Petrolina, a João Pessoa, Irecê, Campina Grande, os “nativos recifenses” etc e coisa e tal.
O preparo para tamanha balbúrdia foi adquirir uma cuscuzeira industrial.
Pra quê mais?
Estômago forrado à base do alimento mais nobre do mundo…
Na rua a animação dos estudantes era garantida em doses cavalares de alcohol de origem duvidosa.
Variações de aromas e sabores nada naturais de drinks mortíferos.
Imagina a combinação de água dos canais da Veneza pernambucana com ingredientes de procedência duvidosa?
Ali, as águas do Capibaribe e do Beberibe não se encontravam para formar o Oceano Atlântico, mas sim para contaminar meu copo.