Eu também já bebi detergente. E daí?

Publicado em: 26/08/2026

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Só que “o detergente que você bebe não é igual ao meu”, parafraseando o Roger, aquele Inútil, que bebe xarope de groselha!

Comigo não.

Meu SABOR detergente foi outro.

Eu bebi Côco-Death!

Não conhece, chega aí que vou contar…

                   “PELAS RUAS QUE ANDEI…”

Era meados do começo deste milênio do fim do mundo!

Antes, bem antes, quando nem imaginávamos que o Apocalipse seria Now, fui luxuriar e fazer outras coisas não recomendadas pela Carta Magna (alô Franciel) lá no Carnaval de Olinda.

Era meu debut nos festejos de Momo pernambucanos.

Nada de guarda-chuvinhas coloridos e passos de frevo frenéticos.

Era casa do senhor Rubervaldo, vulgo Rubão, que não comprou todo o sistema, mas convocou os amigos.

Apenas umas 25 almas em um único apartamento.

Elementos de diversas localidades, da original deles Juazeiro e Petrolina, a João Pessoa, Irecê, Campina Grande, os “nativos recifenses” etc e coisa e tal.

O preparo para tamanha balbúrdia foi adquirir uma cuscuzeira industrial.

Pra quê mais?

Estômago forrado à base do alimento mais nobre do mundo…

Na rua a animação dos estudantes era garantida em doses cavalares de alcohol de origem duvidosa.

Variações de aromas e sabores nada naturais de drinks mortíferos.

Imagina a combinação de água dos canais da Veneza pernambucana com ingredientes de procedência duvidosa?

Ali, as águas do Capibaribe e do Beberibe não se encontravam para formar o Oceano Atlântico, mas sim para contaminar meu copo.

pra tu uma

de pensador

-Tem de quê, meu tio?- perguntei confiante ao ambulante.

-Maracujá, coco, tangerina, cajá, umbu…

Era um cardápio vasto suficiente para ser consumido um a um, apreciado todos os sabores de A a Z, nos 4 dias de esbórnia carnavalesca.

Logo batizado de DEATH.

Tudo nasceu com a experiência do “Barba Ruiva” com o líquido precioso de Tamarindo, logo rebatizado de Death-Rindo, em bom português DEFIRINDO (sic).

Era simples e assim pra tudo.

Umbu-Death.

Cajá-Death.

E a clássica Côco-Death.

Esta última vinha com direito a bolinhas de sabão, segundo o anfitrião e especialista nos “tipos de algo”, Rubão, era a prova de ter sido feito com detergente.

A cada arroto, bolinhas de sabão flutuavam pelos ares.

Ao fim dos quatro dias regados a estas e outras exóticas misturas a conta chegou…

Em plena terça-feira de carnaval, noite adentro, atravessei todo o centro histórico recifense a pé, com um vulcão em erupção na barriga, entrando em bar em bar e, por motivos de insalubridade refugando dos vasos sanitário, um a um!

Não seria apenas eu o combalido combatente pós guerra.

Entre apoio e tiração, Tiaguin me acompanhava naquela jornada.

Para mim uma tormenta, atravessava um calvário, para ele pura diversão a “caganeira alheia”.

Cheguei são, salvo e, milagrosamente, ileso ao banheiro do ap.

Portanto, meus amigos, eu também bebi detergente.

Mas, por uma causa nobre e “baratos” embutidos!

Não me confundam com esta gentalha…