“Quem morre de véspera é peru!”
A verdade bíblica das ruas está sendo, solenemente ignorada nas eleições da Paraíba!
O clima de game over é indisfarçável no lado opositor ao projeto do atual governo estadual…
Se desde nunca houve furor, clima de empolgação comum a uma disputa eleitoral, agora a coisa esfriou, congelou de vez…
Cícero Lucena, visivelmente, a qualquer observador astuto, antes da “partida” já tinha desistido do movimento de concorrer (na última semana de desvinculação do cargo de prefeito da capital, em meio a boatos de desistência da candidatura, foi pra lá, veio pra cá, marcou coletiva misteriosa e… manteve compromisso.)
Acordo, palavra sustentada da candidatura ao Estado. Pelo quê, com quem, para quê não se sabe, mas fato é que, desde ali, ou sempre, a candidatura do ex-prefeito de João Pessoa já era natimorta.
O experiente político, embevecido por uma reeleição sem concorrente, apoiado pela máquina municipal e gestão estadual, caiu no “encanto da serpente” e se viu maior do que, realmente é.
Se embriagou, inclusive sobre feitos na prefeitura municipal, a qual, em plena campanha passou a utilizar um slogan “Orgulho da Paraíba”, supondo este modelo ser algo atrativo a todo o estado, irresistível a todos os paraibanos…
Uma cidade em que as principais, vultosas e impactantes obras são, exatamente do governo da Paraíba, como as intervenções em mobilidade, todas, absolutamente todas com assinatura estadual.
Aquele que acumula quatro mandatos a frente da mais importante cidade paraibana, tendo passado, inclusive, pela própria cadeira de governador, se inebriar com “empurrãozinho” de aliado, peitar a imposição da própria candidatura, passando por cima de sucessor natural do mesmo partido (o vice governador Lucas Ribeiro), de uma gestão estadual com aprovação expressiva??
Muita inocência, ou autoestima desmedida?
A resposta veio em doses cavalares de realidade aumentada.
O teto atingido em liderança de pesquisas pré-campanha foi desidratando e tende a deixar o “Caboclinho” até em terceiro lugar, virtualmente atrás do outro “cadáver insepulto” desta eleição, Efraim Filho.
O Senador tentou surfar na onda radical do bolsonarismo e mergulhou de cabeça nestas águas turbulentas.
Incorporou com afinco o “canarinho pistola” com o 22 engatilhado e consegue manter a campanha com algum grau de mobilização pelo núcleo duro e fanático que rege o bolsonarismo.
Mas, também nada que se espraie, faça estrépito além da bolha.
Uma campanha que começou morna (a menos acirrada de todas que acompanhei na Paraíba), termina antes da hora e reflete, além da aprovação da gestão estadual, a debilidade da oposição na Paraíba.