Eu tenho inveja de quem tem amante…
Para tudooooo!
Alto lá, vamos recomeçar…
EU ADMIRO A CAPACIDADE DO CIDADÃO criar roteiros, ter um senso organizacional para manter oculto, sustentar dois universos íntimos desconhecidos entre si (pelo menos ofuscar da (do) traída (o), afinal o (a) corno (a) é sempre o último a saber)!
Dito tudo isto, aproveito os holofotes e horário nobre para destacar que a única referência intencional aqui era sobre a engenhosidade dos adúlteros portadores de “vida dupla”, tripla e haja numeral- AU AU.
Nada a respeito da luxúria, viu?
Tudo o que eu quero e além está com/em minha companheira.
Love you, baby
Média em casa reestabelecida, segue o roteiro…
Imaginem a empreitada que é viver sob alerta, construir narrativa, enredo minucioso, sem sair da linha planejada. Viver duas vidas em uma e seguir como se não houvesse amanhã.
Todo caso nesta sequência que escuto a respeito me remete ao Anjo Pornográfico, Nelson Rodrigues.
É sempre um “A vida como ela é” e o primeiro episódio da série que me vem a mente nesta temática, terminou com o homem tirando a própria vida pela pressão de ter que jantar (de comida de verdade mesmo) duas vezes, diariamente, na casa da amante e da mulher.
O fruto proibido atacou o estômago do cidadão…
E todo este prolegômeno é para falar, exatamente sobre meu fascínio com esta capacidade articulada de alguns seres em ludibriar.
Eu mal consigo ter linearidade na minha rotina simplória.
Manter o foco na minha “vidinha”…
Já esqueço até onde deixei o carro, imagina dar conta de “vida paralela”, me preocupar em esconder vestígios?
Meu filho tem impaciência de montar um quebra-cabeça de 150 peças comigo…