Você pode até fazer o tipo “sou brasileiro e não desisto nunca”…
Fato é que, sem prolegômenos, temos, disparado, pelo menos desde que a bola é redonda, o pior Brasil de todas as Copas, tecnicamente falando.
Apenas para começar, nosso centroavante é, ou foi, já foi, que não volte mais: Igor Thiago.
I-G-O-R T-H-I-A-G-O !
Um ultraje aos nossos linhas de frente histórico!
Mas, esta grave questão é apenas a pontinha do iceberg (e não estou falando de Mick Jagger, visto que com este selecionado brasileiro, ele nem precisa aparecer para gelar tudo e mais).
Todo mundo, ou a maior parte da imprensa, minimizou a questionável convocação do senhor Ancelotti, blindado por sua grife internacional e histórico vencedor.
O bonde do mengão com sua linha defensiva pesada, que não convence nem no futebol brasileiro, e afins.
MISTER M
E começa, exatamente pelo Mister, todos os erros da tenebrosa estreia canarinho.
Da escalação equivocada com apenas dois jogadores no meio campo, os lentos Casemiro e Bruno Guimarães.
O primeiro em outra rotação, quase rotação contrária, perdidos, correndo atrás do próprio rabo.
O Brasil foi engolido no primeiro tempo. Não apenas pela limitação técnica, mas por total desorganização, esquema errado com o falido 4-2-4 e clara superioridade estratégica marroquina!
A insistência irritante em Raphinha na ponta, de falso nove, centralizado…
Ibañez foi devorado pela força marroquina. Saiu amarelado e desnorteado.
Danilo, com todas as outras fragilidades, é o dono da posição, em que o italiano, não levou mais nenhum lateral direito, inclusive chamando um volante para o lugar do cortado Wesley.
Aliás, nosso sistema defensivo foi tratorado.
No gol, os volantes e a dupla de zaga, em linha, tomaram um vareio de manual básico.
Gabriel Magalhães, claramente nervoso, “se borrando”, literalmente.
As substituições foram outro exemplo da responsabilidade do treinador.
Burocráticas, “6 por meia dúzia”.
Primeiro os dois “tontos” (no sentido de perdidos mesmo) amarelados.
Depois até parecia que iria mexer na estrutura com dois atacantes entrando.
Alarme falso.
Era a invenção de Mateus Cunha como armador no lugar do outro projeto de criador, Paquetá.