Nem Platão suporia que “A alegoria da caverna” mais pareceria uma fábula infantil perto da distopia do mundo real no século XXI

Publicado em: 14/08/2026

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Em muitos casos nada tem-se a fazer com a própria ignorância. É triste, mas inescapável, que um estúpido não pode saber perceber/alcançar a própria estupidez.

Agora ter orgulho da própria desinteligência é demais!?!?

Que quadra miserável da história em que se assume, ostenta, publiciza, amplifica e tenta contaminar a todos com a sua inalcançável burrice!

pra tu uma

de pensador

-É a minha opinião! -regurgita a toupeira orgulhosa.

-Maldita inclusão digital- larga logo o verbo o observador saturado de tanta asneira individual, em bloco, em redor de pneu, molhado a detergente, na quina da Terraplana

 

Quando Eco, um tal Humberto, falava sobre a legião de imbecis, ele se referia a este fenômeno de repercussão, alcance e relevância que estas falas, pensamentos absurdos, torpes alcançavam.

A liberdade individual para proferir conceitos vazios, teses estapafúrdias, teorias canalhas, ou mesmo mentiras deliberadas, já tem um tempinho em voga.

Mas, o eco (sem trocadilhos), amplificação alcançado na era das “redes sociais” deu outra e espantosa proporção a distopia.

A superficialidade/efemeridade dos canais internéticos somados a capacidade de vincular, conectar aloprados de partes e realidades tão distintas, praticamente “pariu” uma nova espécime.

Os orgulhosos ignorantes do mundo digital.

“Filhotes de Olavo de Carvalho”, leitores contumazes da obra-prima “O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota”, ou o best-seller do mesmo mestre, “O Imbecil Coletivo”.

Se arvoram na segurança de esconderem-se atrás das telas, no conforto covarde dos próprios lares e se empoderam em bando algorítimico para destilar pressupostos sem qualquer embasamento científico, ausência completa de raciocínio lógico, via de regra, preconceituosos, elitistas, racistas, homofóbicos.

Mais ainda, tornado públicos sobre bandeiras de vazio conceitual e falsa moral, bons costumes, modelos de família e valores cristãos.

Um combo perverso e infame do que há de pior no status quo da contemporaneidade.

E com capacidade de reprodução inesgotável.

Se multiplicam tal qual lactobacilos vivos.

Crentes (mais uma vez sem trocadilhos, juro) que, por se verem refletidos em pares tão igualmente sem-noção, normalizam a própria alienação/demência/insanidade.

Uma imbecilidade contada mil vezes não os fazem portadores de qualquer conhecimento, apenas inserem-nos em uma manada de asnos