“A Copa acabou”.
Confesso que nutro aquele sentimento nacional de quase abandonar a maior competição do mundo com a eliminação da seleção brasileira.
-Dá um desgosto danado- diz o matuto.
Mas, “lambendo as feridas”, vi que o Mundial segue incólume sem o Brasil.
A gringaiada já nem liga mais para nossa ausência.
Acabou-se o respeito.
Uma blasfêmia!
Fato é que o mundialzão do TRÂMP, digo da FIFA chegou às semifinais, da pior forma para este narrador mouco e resignado.
Quatro selecionados rivais, com episódios acirrados contra o Brasil ao longo da peleja futebolística histórica.
Nenhuma segunda preferência na minha lista apócrifa/irrelevante.
-Mas, você não tem descendência espanhola, Marculino?- pergunta o inadvertido amigo.
-Eu sou de Buerarema, cidadão! Soletra aí B-u-e-r-a-r-e-m-a em valenciano.
Noves fora ancestralidade dali, ou d’alhures, fato é que, de cara descarto os ingleses na minha predileção (estes não). Meros catalogadores das regras, eternos coadjuvantes, que sustentam uma arrogância boleira, nãos e sabe de onde.
Por mim passarão mais 60, 120 anos sem levantar taça alguma.
“Football’s coming home”?!?!
Never!
Torcer para a Argentina, nem se fala.
Não tomo detergente, nem oro para pneu.
Pagar deste modismo de rebelde sem causa, que se indigna com o Brasil e torce para o maior rival por birrinha, sem qualquer senso de pertencimento, uma total distopia e dissonância etc e coisa e talz.
Fato é que, os argentinos são os únicos representantes fora da Europa nas semis, feito que eles repetiram em três das últimas quatro copas (14, 22 e 26).
A geografia até poderia ser um elemento de simpatia, irmandade com os hermanos (receba um trocadilho maroto aí), mas aqui é futebol e dispenso estas questões.
Assim, por eliminação resta-me fechar corrente na chave oposta.
França, ou Espanha até a morte.
A Espanha em primeiro, pela minha ancestralidade bastarda!
Vou até gritar:
LA ROJA! (lá ele)
-Solo un póquito!
Em segundo, a França, mesmo sabendo que esta é, de fato, o maior risco a liderança de títulos brasileira.
Os franceses podem ir a terceira final seguida, a hipotética quinta decisão de mundial nas últimas oito.
Algo assombroso para uma seleção que nunca havia disputado título, até 30 anos atrás.