No estádio, ou na escola, querem naturalizar a selvageria no futebol…

Publicado em: 31/08/2026

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Eu amo o futebol!

“O futebol é a coisa mais importante das coisas menos importantes da vida!”, sempre repito esta frase do mestre boleiro italiano, Arrigo Sachi.

Às vezes este lazer, de tão praticado, vivenciado, se mistura com a própria vida.

Sim, admito, indissociável a minha vida da bola.

pra tu uma

de pensador

O Vitória está espalhado em minha casa, minha família.

vermelho e preto, emblemas em ECV, distintivos expostos e simbolizados, mesmo em abstração, por todo o canrto.

Meu caçula tentava balbuciar Vi-tó-ri-aaaa de braços erguidos, antes mesmo de falar papai, ou mamãe.

Agita os braços em movimento de torcida, bate no escudo no peito

Está entranhado na minha, logo na nossa vivência.

Minha mulher, pouco afeita a este universo futebolístico, já foi atraída, ou sugada, também.

Mas, no final das contas, é apenas futebol!

Das coisas menos importantes a mais importante.

Mas, ainda uma coisa menos importante do que a família e valores.

E como tal deve ser tratado.

Aliás, para mim, o futebol sempre foi espelho da vida em sociedade.

Aquele microcosmo reflete bem os fenômenos e movimentos sociais.

Com todas as suas nuances, matizes e estratos.

Para o bem e para o mal.

O futebol já foi símbolo de resistência, quando este era o espírito coletivo.

Hoje, assim como pulsa em um significativo nicho público, o futebol tem estampado mais, muito mais o retrato da selvageria!

Não aceito a condição.

Esta não é a minha relação com  o maior esporte do mundo!

                     UMA GERAÇÃO INTEIRA DE INIMIGOS MORTAIS…

A escola do meu filho do meio entrou na campanha do antifutebol!

Em mais um gesto radical, estigmatizante, condescendente baniu o uso de camisas de time pelos alunos.

É isso mesmo. Estudantes de uma capital do “país do futebol” não podem usar indumentária simbolizadas a um das maiores tradições culturais nacionais.

Tudo isto em uma cidade sem rivalidade local, nativa.

Imagina este pensamento espalhado para grandes centros futebolísticos?!?! Vai se proibir morar no mesmo prédio, brincar nos playgrounds, praças e parques da vida torcedores mirins de times diferentes?

Uma instituição de ensino pautada no socio-interacionismo, com bases construtivistas, apelando a conceitos militarizados de solução!

Proíbe-se o uso, priva-se o direito simplório de manifestar afinidade por isso, ou aquilo (um mero clube de futebol) para evitar desavenças e desentendimentos.

Que jovens, cidadãos estamos formando?

Que entendem, de fato,, desde cedo ser impossível conviver com gostos, preferÊncias, paixões diferentes?

Esta famigerada prática o MP, justiça, Polícia e órgãos afins já usam para criar cortina de fumaça e fingir solução, criando na verdade inimigos mortais desde cedo!

Neste final de semana mais uma criança foi alvo desta bárbarie que a intolerância, o animalesco traveste de paixão clubística.

Em pleno jogo do Corinthians uma criança nos seus tenros 8 anos de idade foi hostilizada, ameaçada de espancamento e obrigada a sair sorrateiramente, via campo e escolta policial junto com toda a sua família.

O motivo? Era um corintiano mirim a pedir e receber uma camisa do santista Neymar.

Razão absoluta para indignar os outros corintianos no estádio, a ponto de mobilizar intervenção e proteção policial.

Isso não é paixão, não é amor, não é clubismo!

É doença, chaga social.

E epidemia exige prevenção, mas também repressão.

Chega de naturalizar a intolerância absoluta e punir generalizadamente, privar a uma maioria que só querem o prazer da manifestação de viver o futebol em sua plenitude.

Serve para a bola, serve para a vida!