E o Treze que definiu como estratégia ir para a disputa de pênaltis “sem treinar” penais? Bateu quatro, que valiam três e nenhum fez…
Pior, esqueceu-se que do outro lado tinha um goleiro especialista em penaltis, na cobrança e defesa!
E o Treze que definiu como estratégia ir para a disputa de pênaltis “sem treinar” penais? Bateu quatro, que valiam três e nenhum fez…
Pior, esqueceu-se que do outro lado tinha um goleiro especialista em penaltis, na cobrança e defesa!
Fábio Rampi é o goleiro artilheiro mais letal em atividade no Brasil (36 gols na carreira), cobrador oficial do Zequinha e já havia eliminado o Santa Catarina, na mesma marca da cal, em fase anterior do campeonato mais subterrâneo do calendário nacional brasileiro.
O Galo, perante quase 20 mil torcedores, saiu à frente cedo no placar, igualou as condições, tirou a desvantagem (havia perdido por 2 a 1 no jogo de ida, na fria Grande Porto Alegre), mas preferiu apostar todas as fichas na disputa por pênaltis.
Abriu mão de contar com a força e empolgação das arquibancadas, clima favorável, emocional em alta, após abertura precoce do placar.
“Sentou sobre o resultado” e viu o sonho do acesso retorno a série C ser adiado.
Só em 2027 a tentar de novo, do zero, contra 95 adversários, incluindo o arquirival Campinense que garantiu vaga após anos de inatividade no segundo semestre.
A BOLA PUNE
Além do roteiro, que poderia ser previsível e lutado para evitar (a força do São José nas penalidades), o Treze ainda se deparou com estas armadilhas boleiras:
“Jogador que marca no tempo normal erra cobrança de penaltis”.
Coube a Marquinhos, capitão e autor do gol no tempo normal, abrir a sequência de penalidades trezeana.
A máxima falou mais alto e bola nas mãos de Rampi.
Depois o próprio goleiro do time gaúcho converteu sua cobrança com extrema categoria.
A segunda penalidade do Galo ficou a cargo de Petrocelli, o retrato da condição antiprofissional que ainda habita esta divisão do futebol brasileiro.
Envolto em polêmicas extracampo, com versões distintas do treinador Adriano Souza e do próprio, foi sacado do time titular na véspera do jogo decisivo.
Atleta, talvez mais importante do elenco nesta campanha, punido por indisciplina, na reta final, entra no decorrer do jogo e vai para as cobranças.
Erra a primeira, defendida por Rampi, o VAR manda retornar e, claramente, o atleta “tremia nas bases”, em sinal explícito de insegurança, despreparo mental/emocional, ou a desmotivação apontada pelo treinador.
Fato é que na segunda tentativa, mudou o estilo de cobrança e mandou a bola por sobre o gol, longe, bem longe do alvo.
Na sequência, Nathan foi parado de novo pelo ótimo goleiro Rampi, o São José confirmou a sua terceira cobrança e avançou às quartas, em um inusitado 3×0 por penalidades e terá duas eliminatórias como chance de ascender a série C.