A política virou um circo!
Até isto a aridez do bolsonarismo nos legou.
O sepultamento absoluto da politização nacional.
Não que houvesse, no brasileiro médio, alguma abrangência em letramento político antes, mas nada se compara a nulidade, extermínio de qualquer conscientização, aliás discernimento atual.
O debate, ou aquele picadeiro do último domingo na Band é apenas a exposição nua e crua, a ponta do iceberg, deste desastre.
A exaltação ao oco, um frenesi pelo vazio conceitual, o alvoroço com o vácuo de ideias…
Sempre foi uma “mania nacional” a tal da rebeldia sem foco.
O cidadão, indignado com mazelas que não faltam no Brasil, resolve radicalizar.
Até aí, tudo bem, normal, afinal, aqui entre os trópicos, nunca está fácil pra quase ninguém…
A desigualdade, violência, corrupção e todo tipo de desgraça exasperam.
Mas, “vamos avacalhar dentro dos limites”…
Custa fazer um exercício básico de senso crítico e ver as causas históricas, ampliar a visão, medir, pesar, contrabalancear…
Mais que isso, COMPARAR.
Política é arte da comparação e ela deve ser a régua de qualquer escolha.
Sem filtros apelam ao absurdo e escolhem qualquer causa, político, partido, apenas por estar do outro lado.
Pior, elencam como outsider aquele (s) que sempre foi o próprio sistema.
Elevaram a Mito, um cidadão que tinha 30 anos de vida pública sem nada de relevante.