Projetos coletivos renovam e fortalecem o rock na capital paraibana- I Coletânea Audiovisual está no ar

Publicado em: 16/07/2026

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“Quem tá no rock é pra se f…” era uma frase padrão na década de 90 nos subterrâneos culturais brasileiros.

A mensagem, mais do que qualquer literalidade, aludia a dificuldades estruturais, de sustentação de fazer, viver o gênero no Brasil.

Condições precárias, dificuldade de espaço para tocar, acesso a mídias, gravação e, claro, público escasso nos shows.

A realidade pouco mudou em linhas gerais.

Arriscaria dizer que decaiu em alguns critérios, fundamentalmente, espaço nos canais midiáticos.

Nunca o rock esteve tão à margem dos canais de comunicação convencionais, ou não.

Tão fora de evidência.

Mas, se de toda dificuldade emerge criatividade e resiliência, o que dirá de um estilo de vida que nasceu para resistir?

Se a visibilidade é cada vez mais restrita, fala mais alto o instinto natural de resistência, “remar contra a maré” que alimenta a cultura ROCK desde sempre.

Aqui na capital paraibana um dos caminhos encontrados foi a força da coletividade.

Ações em conjunto, sincronizadas, articuladas colocam a capital paraibana como um oásis para o “ilhado” rock no Brasil.

Projetos sequenciados e permanentes como o Rock na Usina (Usina Energisa), Beco Underground (Praça Rio Branco), Kaos na Vila (Vila do Porto) Osório Rock Fest (Avenida General Osório).

Iniciativas que criam um efeito local reverso ao observado em outros centros urbanos brasileiros.

A efervescência da cena, reaquecimento e ampliação de eventos e, especialmente, surgimento de novas bandas com renovação substancial do público em todas as faixas etárias.

O mais recente fruto desta força associativa em torno do rock em João Pessoa foi a 1 COLETÂNEA AUDIOVISUAL DO UNDERGROUND PARAIBANO.

Projeto ousado idealizado por Delos Sidney (Incessante) e Alf Cantalice (HeadSpawn) e conduzido por Anderson Oliveira (Clan Sessions).

Andinho, como é chamado carinhosamente, na cena local, por sinal, capitaneia a imensa maioria dos trabalhos audiovisuais produzidos nos últimos anos.

Além deste seminal trabalho coletivo, já gravou mais de 30 artistas em seu formato individual de live sessions.

pra tu uma

de pensador

“A relevância de um projeto como esse da coletânea é de reafirmar que podemos nos unir e desenvolver grandes feitos. João Pessoa é um arquipélago com várias ilhas que não se frequentam. E o Clan Sessions surge com esse objetivo de juntar essas ilhas e fortalecer o eco sistema da música autoral paraibana. E com o conceito de “do it yourself” na cabeça, criamos nosso próprio KEXP, nosso próprio Tiny Desk. Temos a ambição de revelar esses artistas/bandas pro mundo através da internet. E ter uma live session como a que produzimos no portfólio das bandas está abrindo portas pra elas furarem as bolhas dos festivais e editais de cultura. Queremos que os artistas tenham isso em mente, pro material não virar “lost midia” e sim ser vitrine pro Brasil e pro mundo.” – Anderson Oliveira

A coletânea contou com a participação de cinco bandas (Goromax, Matriarcaos, Motriz, Incessante e Headspawn).

São duas faixas de cada, intercaladas por depoimentos dos integrantes.

Você pode conferir na íntegra a I Coletânea Audiovisual do Underground Paraibano clicando no link abaixo:

https://www.youtube.com/watch?v=mY4rwhDPEb0&t=103s