Quando a Copa do Mundo escancara a morte do Jornalismo

Publicado em: 16/06/2026

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Gols, cores, vibrações, confraternizações entre os povos…

Festa, muita festa!

Mas, como sempre, o maior evento esportivo do Planeta Terra apresenta ao mundo porque é “muito mais que futebol“.

Além do campo sempre saltam aos olhos fenômenos reveladores da conjuntura social…

Por exemplo, a morte do jornalismo!

Como assim, editor?

Calma lá.

Não foi a FIFA quem matou o jornalismo. Desta acusação a trupe do Infantino escapa.

Mas, não perdoo a subserviência, a sabujice a Trump e os EUA! Este posto lambe-botas de ianque é dos Bolsonaro e ninguém tasca.

Deixa de arrudeio, que o assunto era o triste fim do jornalismo.

Pois bem, vamos às páginas policiais investigar esta morte anunciada!

pra tu uma

de pensador

Se o próprio policialesco e sua sanha sanguinária, tesão mórbido pela desgraça alheia, começou a sepultar o corpo da imprensa brasileira, agora, parece que o jornalismo esportivo joga a pá de cal.

Onde estão os jornalistas na maior parte das transmissões esportivas da Copa?

Jogo do Brasil na Globo quem comenta? Maestro Júnior e Denílson, aliás, Denishow!

Típico do folclore que tomou conta de tudo, o espetaculoso travestido de divertido.

Estreia do Uruguai e lá estão Raphinha e Richarlison.

Em ambos e tantos outros jogos, nenhum, absolutamente nenhum comentarista, jornalista de formação.

 BOLEIRO É BOM E NOIS (SIC) GOSTA…

Nada contra ex-jogadores trabalhando, na aposentadoria, em transmissões.

Jamais.

A experiência de quem viveu em campo soma, acrescenta demais.

A questão é que, este fenômeno, há décadas, é um complemento ao trabalho da tradicional figura do jornalista esportivo.

Aquele profissional treinado, gabaritado com técnicas da função, capaz de trabalhar dados, estatísticas, linkar episódios, relatar com métodos e narrativa adequada um fenômeno que, sempre vai além do campo e mistura história-geografia-economia-sociologia etc.

Vamos esperar de Paulo Nunes, com todo respeito ao “Diabo loiro”, a catalogação enciclopédida de Paulo Vinícius Coelho?

Antes do chilique do lacrador de comentário do instagram, com aquela tradicional: “jogou aonde? quem tem que comentar é quem sabe, quem jogou!” e todos estes argumentos infantis, vou logo ilustrar com exemplo prático na “cara dos caretas”:

Na partida entre SuéciaxTunísia, o sueco Ayari abriu o placar e não comemorou o gol.

Na Globo, com comentário dos mesmos colegas Raphinha e Richarlison, a motivação do gesto foi, sumariamente ignorada.

Na Cazé TV, com três jornalistas de batente (Amanda Viana, Laura Luzzi e Bruno Guimarães) o foco da informação foi, prontamente atacado.

Ayari, descendente de tunisianos, não havia celebrado o gol em respeito aos ancestrais e a própria origem.

Isto é jornalismo, seja no esporte, ou qualquer editoria.

Informação, pesquisa, associação entre fatos, história etc.

Trabalho de comunicador oficial, com qualificação específica.

Mas, o que esperar de um tempo, era, época em que até uma tal de Virgínia, influencer de qualquer coisa, coisa qualquer, está na Copa como repórter.

Sinal dos tempos.

Tenebrosos tempos…