Jogo do Brasil na Globo quem comenta? Maestro Júnior e Denílson, aliás, Denishow!
Típico do folclore que tomou conta de tudo, o espetaculoso travestido de divertido.
Estreia do Uruguai e lá estão Raphinha e Richarlison.
Em ambos e tantos outros jogos, nenhum, absolutamente nenhum comentarista, jornalista de formação.
BOLEIRO É BOM E NOIS (SIC) GOSTA…
Nada contra ex-jogadores trabalhando, na aposentadoria, em transmissões.
Jamais.
A experiência de quem viveu em campo soma, acrescenta demais.
A questão é que, este fenômeno, há décadas, é um complemento ao trabalho da tradicional figura do jornalista esportivo.
Aquele profissional treinado, gabaritado com técnicas da função, capaz de trabalhar dados, estatísticas, linkar episódios, relatar com métodos e narrativa adequada um fenômeno que, sempre vai além do campo e mistura história-geografia-economia-sociologia etc.
Vamos esperar de Paulo Nunes, com todo respeito ao “Diabo loiro”, a catalogação enciclopédida de Paulo Vinícius Coelho?
Antes do chilique do lacrador de comentário do instagram, com aquela tradicional: “jogou aonde? quem tem que comentar é quem sabe, quem jogou!” e todos estes argumentos infantis, vou logo ilustrar com exemplo prático na “cara dos caretas”:
Na partida entre SuéciaxTunísia, o sueco Ayari abriu o placar e não comemorou o gol.
Na Globo, com comentário dos mesmos colegas Raphinha e Richarlison, a motivação do gesto foi, sumariamente ignorada.
Na Cazé TV, com três jornalistas de batente (Amanda Viana, Laura Luzzi e Bruno Guimarães) o foco da informação foi, prontamente atacado.
Ayari, descendente de tunisianos, não havia celebrado o gol em respeito aos ancestrais e a própria origem.
Isto é jornalismo, seja no esporte, ou qualquer editoria.
Informação, pesquisa, associação entre fatos, história etc.
Trabalho de comunicador oficial, com qualificação específica.
Mas, o que esperar de um tempo, era, época em que até uma tal de Virgínia, influencer de qualquer coisa, coisa qualquer, está na Copa como repórter.
Sinal dos tempos.
Tenebrosos tempos…