Sistemas integrados de máquinas, robôs, bots, criteriosamente programado para espalhar, difundir fatos, notícias, acontecimentos irrelevantes, fúteis, quando não mentirosos, de fato.
Isto aí é fake news.
As meia-verdades pós modernas.
Uma era farmada para aurar medíocres influencers e seus pares, para louvar o imagético, a fama oca, vertiginosa e fugaz, liquefeita.
Diante de tanta mazela virtual, do que reclamar de uma brincadeira como o próprio e tal six-seven, ou mesmo campeonatos de FARMAR AURA, Brasil afora?
A galerinha saindo deste universo de telas, do excesso desta dopamina inútil, que inclusive suga a mim também, vicia, deprime, exaspera, desregula e torna improdutivo.
Molecada indo pra rua, se expondo, dando as caras, que seja no non-sense, excêntrico, o que for.
Qualquer coisa é melhor que este confinamento, quase extinção de vínculos físicos, encarceramento em quartos, casulos, cápsulas.
Conheço jovens de 18, 20 anos que falam dialeto e sotaque paulistano, sem nunca ter pisado em São Paulo.
-Ah, mas tem familiar de lá…- questiona o incauto.
Interpelei o menor com a mesma questão.
-Não, é porque convivo mais com paulistas.
-Ah, você tem círculo de amizade, colegas de escola de lá?
-Não meu círculo de internet, rede etc…
Ou seja, o juvenil convive mais, interaje quase massiva, diria exclusivamente virtualmente.
E vai te incomodar o six-seven… one-two-three-four-five??
Logo, tu, que farma aura na academia, que eu sei!?!?!
E digo mais cresceu achando cool o Sérgio Malandro farmando suas auras em meio a Yeah, Yeah- Glu, Glu??