Que eu não gosto, aliás detesto telemarketing, a Bahia, Paraíba e uma banda do Brasil inteiro já sabe!
Alardeio aos portadores da ligação, quem estiver ao derredor e já devo ter escrito algumas vezes sobre esta praga analógica, que sobrevive no digital:
Do nada, do nadão, eu virei o queridinho das operadoras de telefonia
Mas, eu dizia que o telemarketing sobrevive no digital…
Entre aspas, afinal hoje em dia só existe o famigerado telemarketing em via contrária a nós!
Diuturnamente recebo ligações com oferta de portabilidade até do meu próprio corpo, sem nunca eu ter cadastrado, quiçá passado perto da porta, ou site de qualquer instituição medonha que me liga.
Alô ANPD (Autoridade Nacional de Proteção de Dados)!
Tem instituição financeira que tem a audácia de dizer que meus dados foram fornecidos a eles pelo próprio Banco Central!?!
Vejam vocês, o Guardião financeiro do país me sabotando!?!
Uma orgia cadastral!
Um tapa na cara da moral da tradicional família brasileira!
Dezenas de ligações de pelo menos cinco, seis instituições por dia com a conivência de alguns órgãos burlando a Lei Geral de Proteção de Dados.
Desprezo e descarto, automaticamente, 90% das vezes, mas as que teimo em atender me reservam deboche e insistência de atendentes do outro lado da linha.
Seres humanos de carne e osso em trabalho robotizado, com suas próprias mazelas de uma atividade adoecedora, com remuneração de miséria, jornadas exaustivas, metas abusivas etc e coisa e tal.
Neste pingue-pongue estressante trocamos farpas, eu por ser meu único modo de mandar recado a empresa, eles por estafa profissional.
Agora quando a tarefa se inverte é que a coisa começa a feder…
Vai eu, pobre mortal, tentar fazer contato com algum SAC (ainda se usa esta sigla) da vida?
Tente, Marcos (sempre quis usar referência a eu mesmo, mim próprio na terceira pessoa, iguial ao Pelé) precisar de alguma informação específica e acionar o tal “Fala Conosco”…
Horas a fio de espera, 455 ramais, comandos robóticos mil, linha caindo, mil e uma ligações e … tum tum tum…
Dito tudo isto, nunca imaginei que sentiria falta, necessidade real, imediata, quase urgente de um canal telefônico de serviço ao cliente.
Esta é a sensação de qualquer usuário com questões pormenorizadas a tratar com serviços modernosos destas big techs e similares, atualmente.
Uber, Whats App, Instagram sequer te dão oportunidade de “reclamar ao pé do ouvido”!
Sem chance.
Seja o seu direito o melhor possível, sua defesa, alegações, o escambau, a mais lógica e factível, ou não, eles são os juízes das próprias causas e Tribunal Supremo do próprio Universo.
Nem adianta espernear, menos ainda procurar algum orelhão para tentar um “Fale Conosco”.
É tudo no digital e tchau…